Por thiago.antunes

Rio - O calendário de greve geral e manifestações previstas para hoje e em 1º de maio, Dia do Trabalho, impôs o adiamento da votação da Reforma da Previdência. Segundo a agência Estadão Conteúdo, a análise do substitutivo do deputado Arthur Maia (PPS-BA) na comissão especial não ocorrerá mais na próxima semana. Isso atrasará a discussão da matéria no plenário da Câmara.

Perondi reconheceu que governo não tem votos para aprovar a PECJosé Cruz / Agencia Brasil

Além das manifestações, que alimentam as incertezas em relação à capacidade de o governo conseguir virar os votos contrários, o relator negocia mudanças no parecer. O governo já trabalha com o atraso da votação e articula para barrar novas alterações que comprometam mais a proposta original.

O presidente da comissão especial, Carlos Marun (PMDB-MS), confirmou ontem o adiamento da votação do parecer no colegiado para 3 de maio. Mas as lideranças governistas avaliam que deve mesmo ficar para semana seguinte.

O vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS), reconheceu que a base ainda não tem os 308 votos mínimos para aprovar a PEC 287. Caso a previsão de Perondi se confirme, a reforma só será enviada ao Senado no início de junho.

Com isso, aumentam as chances de a votação da matéria só ser concluída no segundo semestre. Para o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a matéria será votada quando a base for convencida a aprovar a PEC.

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