Nelson Vasconcelos: um novo perigo ronda o WhatsApp

No caso, o usuário é convidado a compartilhar com pelo menos dez amigos uma mensagem que garante a todos — o que seria um absurdo — um cupom de desconto de nada menos que R$ 70

Por O Dia

Rio - E o olho grande continua fazendo vítimas através do WhatsApp. A armadilha da vez é uma suposta promoção do McDonald’s. Como sempre, os pilantras digitais apelam para presentes que não existem. No caso, o usuário é convidado a compartilhar com pelo menos dez amigos uma mensagem que garante a todos — o que seria um absurdo — um cupom de desconto de nada menos que R$70. Ou seja: basta ter dois neurônios, devidamente conectados, para perceber que tem treta aí.

Mas aí, tudo bem, o sujeito é realmente inocente e decide compartilhar a tal mensagem para seus contatos ou grupos. Na hora de validar esse cupom, no entanto, ele tem que fazer um cadastro num site que, na verdade, não tem nada a ver com o McDonald’s, e sim com os tais pilantras.

O sujeito, então, acaba informando nome, e-mail, telefone, dados desse tipo. Em troca, os golpistas plantam no seu smartphone um programa malicioso, capaz de provocar prejuízos aos incautos. O programa pode capturar senhas bancárias, por exemplo.

Esse esquema não é novo. Sempre há alertas desse tipo. Vale, portanto, o antigo ditado da vovó: quando a esmola é grande, o santo desconfia. Alguém, em sã consciência, pode acreditar que uma empresa distribua R$70 para quem quiser?

O caso foi noticiado pelo IDGNow, dizendo que o golpe já atingiu pelo menos cem mil brasileiros nas últimas semanas. Pelo sim, pelo não, tem que ficar de olho.

Em tempo: a associação de consumidores Proteste quer que a Justiça garanta o funcionamento do WhatsApp em celulares mais antigos. No início de 2017, o aplicativo deixou de rodar em aparelhos que usam sistema operacional Android 2.1 e 2.2, iPhone 3GS/iOS 6 e Windows Phone 7.

A partir de 30 de junho será a vez dos Blackberry, Blackberry 10, Nokia S40 e Nokia Symbian S60, que perderão o acesso ao WhatsApp definitivamente. É um baita desrespeito ao usuário porque, afinal, ninguém deveria ser obrigado a trocar seus aparelhos por imposição do mercado.

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