Servidor: Pezão vai com secretários a Brasília pressionar por acordo fiscal

União quer que o estado cubra um déficit de R$ 26 bilhões por meio de mais cortes de despesas e ações de aumento de receita

Por O Dia

Rio - A demora no fechamento das negociações do estado com o Tesouro Nacional para a recuperação fiscal levou o governo Pezão a Brasília. Além das reuniões entre técnicos da Fazenda Estadual e o órgão federal para definir questões técnicas, o governador e seu secretariado pretendem fazer pressão política para acelerar o acordo.

O governador Luiz Fernando Pezão foi nesta terça-feira a Brasília acompanhado do procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola; do secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa; e do secretário da Casa Civil, Christino Áureo.

Pezão vai com secretários a Brasília pressionar por acordo fiscalValter Campanato / Agência Brasil

Conforme a coluna mostrou ao na última semana, para o acordo sair, o Tesouro cobra do governo do Rio o fechamento da "conta do ajuste". A União quer que o estado cubra um déficit de R$ 26 bilhões (estimado em janeiro) por meio de mais cortes de despesas e ações de aumento de receita.

Só que a demora em concluir as negociações com o Tesouro se deve à dificuldade do estado em fechar essa conta. Esse ajuste de R$ 26 bi é o que foi pré-combinado no Termo de Compromisso para a Recuperação Fiscal, assinado entre estado e União em janeiro.

Em três anos, o Plano de Recuperação Fiscal prevê um ajuste de R$ 62 bilhões nas contas fluminenses.

Ministro declarou que acordo será prioridade

Ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que a assinatura do acordo com o Rio será prioridade assim que ele chegar de viagem esta semana. A recuperação fiscal suspende por três anos o pagamento de dívidas do estado com a União, o que representaria o alívio de R$6,5 bilhões só este ano. 

Além disso, o plano autoriza o estado a obter empréstimo bancário (de R$ 3,5 bi) com aval da União. Hoje, o governo do Rio está impedido de fazer operações financeiras. O empréstimo será para quitar os atrasados do funcionalismo, incluindo o décimo terceiro.

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