Caixa reduz limite de empréstimos para casa própria

Patamares caíram de 70% para 60% para imóveis usados financiados pela linha Pró-Cotista e de 80% para 70% com recursos do FGTS

Por O Dia

Rio - O sonho da casa própria ficou mais distante para quem depende de financiamento para comprar a moradia. Isso porque a Caixa Econômica Federal reduziu o teto do valor dos financiamentos imóveis. Conforme o anúncio do banco ontem, o limite em empréstimos no âmbito do Sistema de Amortização Constante (SAC) nas linhas Minha Casa, Minha Vida, Pró-Cotista, que oferece juros menores a trabalhadores titulares de contas vinculadas ao FGTS, no financiamento imobiliário, e com recursos do FGTS (CCFGTS) diminuiu de 90% para 80% do valor total da unidade que será financiada.

Na tabela Price, com prestações constantes, a Caixa decidiu manter o teto no caso do programa Minha Casa, Minha Vida. Mas reduziu de 70% para 60% o limite para imóvel usado financiado pela linha Pró-Cotista e de 80% para 70% na liberação de crédito de imóveis com recursos CCFGTS.

Os clientes que já deram entrada no contrato de crédito imobiliário na Caixa, conforme uma fonte, têm um prazo para finalizá-lo nos tetos antigos. Procurada, a Caixa confirmou a mudança e esclareceu que essa adequação deve impactar menos de 10% dos clientes que procuram o banco para fazer operações de financiamento.

A Caixa Econômica já havia anunciado a adoção da medida em junho. No entanto, segundo a Agência Estadão Conteúdo, na tarde da última terça-feira foi emitido um comunicado interno endereçado aos seus gerentes bancários marcando a data esta para que a medida passasse a valer a partir de ontem. 

Rendimento ultrapassa inflação

A distribuição do lucro do FGTS com os trabalhadores fez com que o rendimento dos recursos superasse a inflação pela primeira vez desde 2007. O ganho real foi de 0,81% no ano passado e a expectativa do governo é que as contas do fundo continuem com valorização daqui para frente com a medida.

“No ano que vem, o rendimento provavelmente será maior ainda”, informou o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Marcos Ferrari.

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