Informe: IPTU - cautela e canja de galinha

Apesar de o prefeito Marcelo Crivella contabilizar os votos necessários para aprovar o reajuste do IPTU, cautela é a palavra de ordem

Por O Dia

Rio - Apesar de o prefeito Marcelo Crivella contabilizar os votos necessários para aprovar o reajuste do IPTU (tem no mínimo 29 vereadores, dos 26 necessários), cautela é a palavra de ordem. A gordura não é grande. Por isso o líder do governo, Paulo Messina (Pros), trabalha ainda hoje, dia da primeira votação, para ampliar a margem de segurança para 33. 

Crivella não quer passar por sustos até dia 30, quarta da semana que vem, quando ocorrerá a votação final. As emendas serão propostas amanhã e discutidas ao longo da semana. Como a coluna mostrou no domingo, algumas delas já foram pré-acordadas e aceitas pelo governo.  

Defasagem
Professor de Economia da UFRJ e presidente do Instituto Pereira Passos, Mauro Osório defende o reajuste: “Enquanto o IPTU per capita em São Paulo e Niterói é de R$ 626,84 e de R$ 620,11 respectivamente, no Rio é de apenas R$ 358,28. Dois terços dos imóveis daqui estão isentos de pagar IPTU. Como custear, por exemplo, os gastos crescentes em Saúde nesta situação?”.

Pezão: contas de 2016
Você se lembra das contas do governo estadual referentes a 2016 que foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado? Aquelas que o TCE condenou pela não aplicação do mínimo constitucional em Saúde? Relatório do corpo técnico da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa que avalia a mesma questão será apresentado na próxima terça-feira aos sete deputados que compõem o grupo.

E...
O texto revelará parecer favorável a Pezão e será acatado pela comissão.

Convulsão social%3F Frases no banco do 517 (Gávea-Centro)FOTO DA LEITORA EVA NETTO

Vereador reclama
Cesar Maia (DEM) solta os cachorros para cima de Indio da Costa (PSD). É que o secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação publicou resolução no Diário Oficial que proíbe o tombamento de áreas na Região Portuária — a medida tem como objetivo ajudar a Caixa Econômica Federal na venda das Cepacs, títulos que permitem a construção de empreendimentos no Porto.

Teaser de 2018?
Maia dispara: “A resolução é ilegal e inconstitucional. O Porto do Rio detém valor histórico e cultural. Não podemos deixar que a especulação imobiliária impossibilite tombamentos”. Um tempero nessa discussão: tanto Maia quanto Indio são pré-candidatos ao governo estadual.

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