Ibovespa atinge 74.319 pontos e registra novo recorde histórico

Índice passa a contabilizar ganho nominal de 4,92% em setembro e de 23,40% no acumulado do ano

Por O Dia

São Paulo - Com uma alta de 1,70%, o Índice Bovespa atingiu nesta segunda-feira os 74.319,21 pontos e registrou um novo recorde histórico, superando o pico anterior, de 73.516 pontos, de 20 de maio de 2008. A alta expressiva do pregão desta segunda-feira desafiou diversas análises fundamentalistas que sugerem uma desaceleração do índice, dado o rali que se estende desde o mês de julho. Com o resultado do dia, o Ibovespa passa a contabilizar ganho nominal de 4,92% em setembro e de 23,40% em 2017.

A valorização generalizada na bolsa brasileira foi atribuída a uma conjunção de fatores, internos e externos. Em Nova York, as bolsas tiveram ganhos expressivos, acima de 1%, refletindo fatores como a menor tensão geopolítica e o enfraquecimento do furacão Irma, cujos prejuízos devem ser menores que o inicialmente esperado. Internamente, contribuem os sinais de recuperação econômica e a contínua melhora de percepção dos investidores em relação ao governo e ao cenário político.

Na análise por ações, os destaques ficaram com Petrobras ON e PN, que avançaram 2,19% e 1,90%, respectivamente. Os preços do petróleo subiram na bolsa de Nova York, mas ficaram estáveis na de Londres. Vale ON avançou 1,77% e Itaú Unibanco PN ganhou 1,69%.

Dólar sobe

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira após inverter a queda e subir durante a tarde diante da entrada massiva de fluxo de importadores, além de um movimento técnico de zeragem de posições, de acordo com profissionais do mercado. Pela manhã, a moeda americana operou em leve baixa em meio a um cenário externo mais tranquilo, expectativa com a votação da reforma da Previdência em outubro. Após sete pregões seguidos de queda, o dólar avançou depois de encontrar suporte no patamar de R$ 3,08.

Ainda que o dólar tenha terminado em alta, o cenário externo e interno segue positivo. Os especialistas do mercado destacaram otimismo com a reforma da Previdência depois que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu que as discussões sobre a reforma foram retomadas. "A expectativa é que a reforma seja votada no Congresso em outubro", escreveu o ministro em sua conta no Twitter.

Nos EUA, a moeda americana avançou diante da redução das tensões relacionadas à Coreia do Norte, depois que nenhum teste nuclear foi realizado durante o final de semana. Além disso, o furacão Irma atingiu a Flórida de forma menos intensa do que era esperada, o que levou o mercado a projetar que os custos para a economia do país serão menores.

No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,39%, aos R$ 3,1052. O giro financeiro somou US$ 1,81 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,0792 (-0,83%) e, na máxima, aos R$ 3,1062 (+0,38%).

No mercado futuro, o dólar para outubro subiu 0,45%, aos R$ 3,1100. O volume financeiro movimentado somou US$ 13,91 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,0940 (-0,06%) a R$ 3,1150 (+0,61%).

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