Gilberto Braga: influenciadores estão na Internet

Pesquisa divulgada esta semana pelo Google, sobre as pessoas mais influentes do Brasil, mostra como o nosso país está mudando rapidamente e como muitos de nós não percebe isso

Por O Dia

Rio - A pesquisa divulgada esta semana pelo Google, sobre as pessoas mais infl uentes do Brasil, mostra como o nosso país está mudando rapidamente e como muitos de nós não percebe isso. A metade dos mais influentes, incluindo o primeiro colocado, não são famosos da TV e da grande mídia, mas personalidades do mundo digital.

A pesquisa não incluiu astros como Neymar, Ivete Sangalo e outros dessa grandeza, além de ter sido feita com pessoas de até 34 anos. O objetivo era identificar as novas tendências e as formas de influenciar novos consumidores. Para quem ainda não viu, segue a lista: 1º - Whindersson Nunes; 2º - Rodrigo Faro; 3º - Lázaro Ramos; 4º - Taís Araújo; 5º- Flavia Calina; 6º - Juliana Paes; 7º - Paolla Oliveira; 8º - Julio Cocielo; 9º - Felipe Castanhari; 10º - Felipe Neto; 11º - Rodrigo Hilbert; 12º - Kéfera; 13º - Wagner Moura; 14º - Lucas Lira; 15º - Grazi Massafera; 16º - Bia (Canal Boca Rosa); 17º - Christian Figueiredo; 18º - Marina Ruy Barbosa, 19º - Bruna Marquezine; e, 20º - Camila Coelho.

Se você não conhecia o Whindersson Nunes, assim como eu, divido os dados que
foram divulgados sobre esse fenômeno: 23 milhões de seguidores no YouTube;
14,3 milhões no Instagram; 1,8 bilhão de visualizações; 316 vídeos postados em quatro anos; e, 18º canal com mais inscritos no mundo. Fora isso, na última bienal do livro, ele os demais “influenciadores digitais” (digital influencers) arrastaram uma legião de fãs, a maioria de adolescentes, que fez fila desde a madrugada para disputar a chance de contato pessoal, fazer selfi e e ganhar autógrafo. O sucesso dessa nova tendência contagiou também o Rock in Rio, que criou este ano espaço dedicado para as apresentações dos youtubers. Whindersson estará lá no dia 16.

O fato é que nossos ídolos talvez já não sejam os mesmos. Mas idolatrias pessoais a parte, a economia sempre vai explorar rapidamente as
novas formas de expressão e de influenciar o comportamento das pessoas. Pesquisas como essa, comprovam que há novas formas de mídia, que se propagam com velocidade e fora do chamado grande sistema comercial de rádio, televisão e jornal.

A popularização da internet, com acesso ininterrupto às redes sociais por cidadãos de qualquer faixa de renda, muda a cara da comunicação e do conteúdo da informação. Os mercados já se aperceberam disso e já começaram
a eleger como seus novos rostos de propaganda esses desconhecidos famosos da era digital.

*Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral.

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