Por lucas.cardoso

Rio - A perspectiva do ano nas indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações é de crescimento de 2,5% em comparação a 2016 no país. A previsão é da IDC Brasil, especializada em inteligência de mercado e consultoria.

O maior aumento deve ocorrer no setor de TI, com 5,7%. Para o diretor geral da IDC Brasil, Denis Arcieri, o momento é de retomar projetos, com cenário econômico mais previsível. “Não dá para postergar projetos de transformação e inovação”, diz.

A IDC aponta a transformação digital como um caminho sem volta. No Brasil, mais de 10% das empresas investem 5% do faturamento em tecnologias inovadoras. “Elas impulsionam novos modelos de negócios, melhores experiências dos clientes e mais eficiência”, diz Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Software e Serviços da IDC Brasil.

Melhorias longe da capital e modelo '0800 de dados'%2C que dá acesso a serviços sem cobrança de dadosArte O Dia

AS CONEXÕES 4G

Para a IDC, o segmento de Telecom está estável em 2017, coerente com a tendência dos últimos anos, com aumento no consumo de dados e redução na base de voz. O mercado corporativo segue em declínio, compensado pelo crescimento do mercado residencial. As conexões 4G vão passar de 108 milhões no Brasil, representando 40% do total.

Segundo André Loureiro, gerente de Pesquisa e Consultoria de TIC da IDC Brasil, é necessário aumentar a cobertura e melhorar a qualidade de serviços para atender à demanda fora das capitais, onde está concentrado o consumo.

A utilização de modelo ‘0800 de dados’, que permite acesso gratuito a determinados serviços sem cobrança de dados, também segue crescendo. “Há também grandes oportunidades para as operadoras em TI e segurança, por conta de serviços baseados na nuvem, datacenter e software como serviço”, comenta Loureiro.

Já o mercado de Business Analytics Software crescerá 4,8% em 2017, movimentando US$ 848 milhões no Brasil. Em busca de decisões rápidas, as organizações vão investir em capacidades analíticas para trazer inteligência em seus negócios. O reconhecimento da importância de informações não estruturadas, especialmente daquelas vindas de redes sociais e de interações diretas com clientes, vai dar força às iniciativas.

Investimentos em segurança retomados

Depois de um ano conturbado, os investimentos em segurança devem ser retomados e ampliados já no primeiro semestre e ultrapassar US$ 360 milhões até o fim do ano. As principais áreas de interesse dos gestores de segurança para novos projetos são Gestão de Identidades, com 58% de intenções de investimento, e Correlação de Eventos, com 57%.

Um desafio será endereçar cenários de IoT (Internet das Coisas) complexos, por endurecimento e padronização de práticas de segurança para dispositivos conectados. De acordo com Ramos, 79% dos executivos de segurança não consideram que as práticas para lidar com Segurança da Informação em IoT estejam bem definidas.

A IoT deve pegar embalo no segundo semestre, com a definição de uma política pública e de incentivos pelo BNDES, comenta Pietro Delai, gerente de Consultoria e Pesquisa de Infraestrutura e Telecom da IDC Brasil. A previsão é de que o ecossistema de IoT no Brasil dobre até o fim da década, superando US$ 13 bilhões. O avanço estará conectado com o uso de Analytics, transformando dados em valor. Com computação em nuvem, para processamento desses dados até 2019, cerca de 43% dos dados de IoT serão tratados na nuvem.

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