Por leandro.eiro

Rio - Em meio à crise, há um modelo de negócio que não para de crescer no país. São os espaços de coworking, também conhecidos como escritórios compartilhados, uma alternativa de redução de custos. Segundo levantamento do site Coworking Brasil, a prática cresceu mais que dobrou em relação ao ano passado. Se em 2016 havia 378 unidades do tipo no país, hoje são 810, crescimento de 114%. No Rio, onde o estudo mapeou 78 espaços, o movimento de expansão tem atingido os shoppings centers. Nos últimos meses, foram inaugurados escritórios compartilhados em lojas do Américas Shopping (Recreio), no Via Brasil (Irajá) e no Shopping Nova América (Del Castilho). E vem mais por aí. O West Shopping, em Campo Grande, vai abrir seu espaço de coworking na próxima segunda-feira. O Center Shopping, em Jacarepaguá, planeja inaugurar o seu no dia 10 deste mês. Todos esses espaços têm algo em comum: o uso gratuito pelos frequentadores.

O espaço de coworking no segundo piso do Shopping Via Brasil%2C em Irajá%3A internet wifi%2C tomadas%2C bancadas e mesas. Ainda há por lá um local para leitura e troca de livrosDivulgação

Gerente de marketing do Américas Shopping, Tatiane Piza conta que havia uma demanda dos clientes por um terminal para carregar celulares e acessar a internet a partir de computadores próprios. A solução foi ampliar os serviços e transformar uma loja vazia num ambiente de convivência, que pode ser usado para trabalho, estudo, leitura, descanso ou como ponto de encontro. Até mesmo os lojistas têm usado o espaço para entrevistas de trabalho. “O ambiente de coworking atende a uma necessidade do shopping de oferecer um serviço diferenciado aos clientes”, explica.

Quando procurou o casal Giselle Jobim e Théo Venturelli, que já mantinham espaços de coworking nas torres comerciais do Nova América, a administração do shopping de Del Castilho tinha as mesmas intenções. Há pouco mais de um mês, uma loja no primeiro piso recebeu uma filial da Coworking Town. “Há uma universidade no Shopping Nova América e vejo que alunos estão utilizando muito o espaço para trabalhos em grupo”, diz Giselle Jobim.

A própria trajetória de Giselle e Théo é um exemplo do crescente sucesso do modelo de negócios dos escritórios compartilhados. Giselle é formada em Engenharia Mecânica e viu a empresa em que trabalhava fechar as portas em 2015. Théo, engenheiro civil, não enfrentava situação favorável em sua construtora. A solução foi abrir a Coworking Town. Começaram em novembro de 2016 com 30 estações de trabalho. Hoje, têm 65: “Nossos clientes são pessoas que estavam na mesma situação que nós e procuram iniciar um novo negócio. Ou empresas que tiveram que enxugar a estrutura e migraram para o coworking”, diz Giselle.

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