Enem: MEC descarta anular redação

Justiça Federal deu prazo até o início da tarde desta quarta para o Inep explicar o suposto vazamento

Por O Dia

Brasília - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem até o início da tarde desta quinta para se pronunciar no processo que pede a anulação da redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). A ação para anular a redação tem como base o suposto vazamento do tema e foi apresentada pelo Ministério Público Federal no Ceará.

O pedido de explicações foi feito pelo juiz José Vidal Silva Neto, da 4ª Vara Federal do Ceará, que vai analisar o pedido feito pelo procurador Oscar Costa Filho, que questionou a lisura do processo com a descoberta de que candidatos sabiam o tema da redação.

As provas do Enem foram feitas no último fim de semana em todo paísDivulgação

A secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena de Castro, descartou a possibilidade de cancelar a prova de redação Enem. “Não há risco de cancelamento da prova nem da redação. A situação está muito circunscrita”, disse.

Segundo Maria Helena, os casos revelados pela Polícia Federal, que no último domingo prendeu suspeitos que teriam tido acesso ao tema da redação, estão sendo averiguados. “As informações que nós temos é que não houve vazamento, e a PF continua as suas investigações” afirmou a secretária.

Maria Helena minimizou a situação e afirmou que suspeitas de vazamentos acontecem todos os anos, por causa da complexidade da logística de se aplicar o exame no País inteiro. Mas ela destacou que, a cada ano, o sistema de segurança tem sido aperfeiçoado.

Na segunda-feira, o Ministério Público Federal no Ceará entrou com uma ação na Justiça Federal para que a prova de redação do Enem fosse anulada, pois o “vazamento do tema da avaliação violou o tratamento isonômico que dever ser assegurado aos candidatos”, segundo o procurador.

Duas operações deflagradas pela Polícia Federal, no domingo, prenderam em flagrante candidatos que tentaram fraudar o exame. Um deles, em Fortaleza, estava com com ponto eletrônico e com o texto da redação pronto para ser transcrito. Outro candidato detido no Amapá declarou ter recebido o tema da redação antes da prova.

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