Por thiago.antunes
Publicado 20/08/2014 02:11 | Atualizado 20/08/2014 02:20

Rio - No primeiro bloco do debate promovido pela TV Bandeirantes entre os candidatos ao governo do Rio, os participantes usaram como munição as alianças e as gestões pregressas de seus rivais.

Logo na primeira pergunta, Anthony Garotinho (PR) questionou o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) sobre processos abertos contra o secretário estadual de Obras do Rio de Janeiro, Hudson Braga, e o subsecretário extraordinário para a reconstrução da Região Serrana, Affonso Henriques Monnerat Alves, sobre irregularidades em obras feitas na Região Serrana. Pezão foi irônico ao responder que Garotinho era o '"campeão' em matéria de processos", momento em que foi aplaudido pela plateia.

Candidatos participaram do primeiro debate para o governo do RioAndré Luiz Mello / Agência O Dia

O candidato petista, Lindberg Farias, foi criticado duplamente por Tarcísio Motta (PSOL), por causa de suas alianças. Motta lembrou que o senador fez parte da base de sustentação de Sérgio Cabral durante muitos anos e o criticou por ser conivente com o tratamento dado pelo governo de Eduardo Paes (PMDB) aos professores. "Paes bateu em professor, cortou ponto. Se é para romper, tem que romper com todo mundo, e programaticamente", disparou.

GALERIA: Primeiro debate com candidatos ao governo do RioAinda falando sobre educação, Motta criticou fortemente as políticas de Garotinho para a pasta, enquanto ele foi governador. "A política da nova escola e da meritocracia foi um tremendo, um estrondoso fracasso", disse.

Lindberg não escolheu somente um alvo e atacou vários rivais de uma vez só, tentando mostrar que são "mais do mesmo". "O candidato Pezão começou como braço direito de Garotinho. Foi secretário de Rosinha e vice do Cabral. São os mesmos nomes de sempre: Cabral, Pezão, Garotinho, César Maia...É preciso um novo caminho da política". Ao final do bloco, os candidatos foram questionados se apoiam a desmilitarização da polícia. Garotinho, Pezão e Crivella se manifestaram contra a medida. Já Lindberg e Motta disseram ser favoráveis à questão.

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