No Jornal Nacional, Dilma Rousseff reconhece precariedade na saúde

A candidata se recusou a falar sobre o Mensalão

Por O Dia

Rio - A presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) reconheceu ontem que, após 12 anos de governo, o Partido dos Trabalhadores não conseguiu fazer com que a saúde pública fosse razoável para a população. Dilma foi questionada sobre o assunto na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional.

Em entrevista ontem ao Jornal Nacional%2C no Palácio da Alvorada%2C a presidenta Dilma afirmou quem só nomeia pessoas em que confiaDivulgação

”Tivemos e teremos muitos problemas na área da saúde”, disse a presidenta, que fez uma defesa do programa Mais Médicos e afirmou ter sofrido “muita resistência”. Na implantação da iniciativa , a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar em áreas carentes provocou críticas da classe médica, que considerou o programa como uma solução paliativa e eleitoreira. “É difícil a gente olhar as pesquisas e ver que a população reclama da falta de médicos. Tivemos uma atitude muito corajosa”, defendeu Dilma.

A candidata se recusou a falar sobre o Mensalão — escândalo que envolveu a alta cúpula do PT durante o governo Lula — alegando que, como presidenta, não poderia se manifestar sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal. William Bonner perguntou se ela aprovava a glorificação dos condenados feita por membros do PT, mas Dilma se recusou a responder.

Quando questionada sobre a distribuição de cargos do governo a partidos aliados, a presidenta afirmou que só nomeia pessoas em quem confia. “Os partidos podem fazer exigência, mas só aceito quando considero que são pessoas íntegras, competentes e são pessoas da minha confiança”, afirmou.

Ao contrário das demais entrevistas com presidenciáveis, feitas no estúdio do JN, a conversa com Dilma foi u no Palácio da Alvorada, em Brasília. Em tom professoral, ela gastou vários minutos enumerando iniciativas de seu governo.

William Bonner e Patrícia Poeta tiveram dificuldades para interpelar a candidata. Ao falar de economia, ele afirmou que a situação do país está “muito ruim”, e foi rebatido. “Não sei de onde são seus dados, mas temos melhoria prevista para o segundo semestre”, disse Dilma, defendendo as medidas do governo no combate à crise internacional. “Enfrentamos a crise, pela primeira vez no Brasil, não desempregando, não arrochando salários e não aumentando tributos”. Ela afirmou que a inflação, hoje no teto da meta, deve apresentar melhoria no segundo semestre.

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