'Tenho de participar por dois', diz Renata

Vice de Marina Silva será definido até amanhã. A viúva de Eduardo Campos é um das cotadas para o cargo

Por O Dia

Rio - Esquentou no PSB a disputa pela vaga de vice-presidente de Marina Silva. Mais ainda após Renata Campos, viúva de Eduardo, comparecer ontem pela manhã em evento partidário no Recife e se afirmar disposta a “participar por dois (por ela e pelo marido morto)” da campanha Paulo Câmara ao governo de Pernambuco. Ela foi recebida com gritos de “Renata, vice”.

Embora tenha tratado estritamente de política local, os nervos de alguns postulantes ficaram à flor da pele, pois, “ser vice ou não está unicamente nas mãos dela”, disse uma das lideranças da legenda. “Ela demonstrou força política”, disse outro.

No evento, Roberto Amaral, que substituiu Campos à frente do partido, admitiu ser ela “a grande liderança” do PSB “atualmente”.

Ele, que nos bastidores se coloca como opção, chegou a vazar para repórteres que se encontraria reservadamente com Renata na tarde de ontem para tratar dos possíveis vices de Marina. No encontro também seria confirmada ou não a disposição dela de assumir a função. Até o fechamento desta reportagem, porém, os dois não haviam conversado. “Aqui Amaral não esteve”, disse um amigo da família.

Nenhum dos cotados defende publicamente o próprio nome. A exceção foi a deputada federal Luiza Erundina (SP), que ainda no domingo colocara-se “à disposição do partido”. Outros preferem atuar nos bastidores. Segundo O DIA apurou, alguns deles chegam a ligar para colegas, sugerindo-se.

Embora o nome de Renata tenha aparente unanimidade, “não são todos que querem-na de verdade”, afirmou um socialista. Na sua interpretação, a popularidade dela pode eclipsar lideranças.

É no que se agarram os seus defensores. Na opinião do ex-coordenador de campanha de Eduardo, “há um clamor não só em Pernambuco, mas no Brasil, para que Renata venha a integrar a chapa de Marina como vice”. Já o irmão de Campos, afirmou que ela ainda “está resistente à ideia”, mas que, se decidir que sim, terá o apoio da família. “Sua resistência não é definitiva”, acrescentou.

Além da viúva, os deputados Beto Albuquerque (RS) e Júlio Delgado (MG), Erundina e Amaral estão entre possíveis nomes.

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