TRE vai pedir reforço à Força Nacional para garantir segurança das eleições

Comissão vai acompanhar o trabalho dos militares e ouvir os partidos políticos. Decisão cabe ao Tribunal Superior Eleitoral

Por O Dia

Rio - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, em sessão nesta quarta-feira, pedir reforço da Força Nacional de Segurança ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a segurança das eleições na cidade. Sete desembargadores votaram a medida por unanimidade. Uma resolução protocolar será entregue ao TSE.

O presidente do TRE, Bernardo Garcez, nomeou uma comissão formada por três advogados e três desembargadores para acompanhar o trabalho dos militares e ouvir os partidos políticos. Entre os membros da comissão, estão o próprio Garcez, o vice-presidente do TRE, Edson Aguiar Vasconcelos e o desembargador federal Abel Fernandes Gomes. Os advogados são Eduardo Damian, Luiz Viveiros de Castro e Francisco Pessanha, todos afiliados a partidos para facilitar a interlocução.

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O presidente do TRE também aproveitou a oportunidade para fazer uma crítica indireta o desembargador Fábio Uchôa, designado como interlocutor entre o tribunal e o governo do estado. "Nomeei o Edson Vasconcelos como interlocutor com a imprensa. Este tribunal é avesso a publicidades e exibicionismos, mas entende que precisa prestar os esclarecimentos à sociedade", afirmou Garcez.

Uchôa declarou nesta terça-feira que a convocação das tropas federais independe do pedido oficial do governador Luiz Fernando Pezão, como sustenta Garcez. “Vou fazer o meu trabalho. Quero apoio federal imediatamente. A campanha eleitoral está em curso, não podemos perder tempo”, justificou, na ocasião.

Questionado sobre suas funções, Vasconcelos relatou que o trabalho visa garantir a tranquilidade dos eleitores no pleito. "Vou receber as reclamações dos partidos e, principalmente, dos eleitores que se sentirem ameaçados pelo tráfico ou milícia nas comunidades. O ofício será entregue nesta quinta-feira ao TSE e não queremos agir com espalhafato ou nenhuma violência, só queremos garantir o direito ao voto", disse.

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