Por bferreira

Rio - Autor de moldes de máscaras de políticos e de celebridades, o artista plástico Gabriel Ramos, 26 anos, enfrenta um dos maiores desafios de sua carreira: reproduzir as feições da presidenciável Marina Silva, do PSB. Apontada como favorita no segundo turno das eleições, a candidata possui uma fisionomia comum, segundo Gabriel, o que tem dificultado seu trabalho. As máscaras são feitas pela fábrica Condal, em São Gonçalo, onde o artista já dá expediente há cerca de dois anos.

Dona da Condal%2C Olga Valles explica que sua fábrica é especializada na confecção de máscaras de celebridades e de políticosFabio Gonçalves / Agência O Dia

Gabriel já está no segundo molde da fisionomia de Marina . E, até agora, não conseguiu muito sucesso na empreitada. “O rosto dela é muito comum. As características de Marina são o coque e os acessórios e isso não conseguimos fazer na máscara. Mas espero definir isso ainda essa semana. Também fomos pegos de surpresa com a candidatura dela, que só foi definida após a morte do Eduardo Campos”, explicou Gabriel, que trabalha na Condal há quase dois anos. O ex-governador Eduardo Campos morreu num acidente de avião em Santos, São Paulo, no dia 13 de agosto. As máscaras reproduzindo seu rosto estavam prontas, porém em pouca quantidades.

Outro trabalho do artista plástico para estas eleições é a máscara da presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff, do PT. Ao contrário da maioria das imagens propagadas da presidenciável, geralmente sempre com o semblante sério, Gabriel produziu uma máscara de Dilma sorrindo. “Ele deve ter conseguido alguma da poucas fotos que existem dela sorrindo”, brinca a dona da fábrica, Olga Valles. Os brincos de pérola, companheiros inseparáveis de Dilma, não foram esquecidos.

As máscaras de Dilma e do presidenciável Aécio Neves (PSDB), por enquanto, são as únicas com destino certo. Vão para Belo Horizonte, em Minas Gerais - reduto de Aécio, de onde partiram as primeiras encomendas dos produtos. Já foram confeccionadas entre 60 e 120 de ambos. Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é terra natal do tucano e da petista.

Os candidatos ao governo do Rio também não ficaram de fora. As máscaras de Anthony Garotinho (PR) e Luiz Fernando Pezão (PMDB) foram as primeiras a serem confeccionadas. “A produção e os pedidos ainda são poucos. Eles aumentam mais perto das eleições. As máscaras de políticos são muito usadas também no Carnaval”, explica Olga.

Os políticos vêm ganhando um espaço significativo na produção da Condal, que tem como carro chefe a confecção de máscaras para o Carnaval. No acervo tem desde Brizola até Eduardo Paes, passando por Sarney, Fernando Henrique Cardoso e a ex-governadora Rosinha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua o recordista de vendas de máscaras da Condal.

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