CPI mista quer o acesso imediato aos depoimentos de Paulo Roberto

CGU investiga desde junho Eduardo Campos por convênio com a Petrobras em 2008

Por O Dia

Brasília - O presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), pediu ontem à Justiça Federal do Paraná e ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso total aos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras que, sob o acordo de delação premiada, envolveu os nomes de diversos políticos como beneficiários do esquema de desvio de dinheiro da estatal, investigado pela Polícia Federal na operação Lava Jato.

O senador Vital do Rêgo marcou para amanhã uma reunião com líderes partidários para discutir as ações da comissão no caso. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), defendeu a urgência no acesso aos depoimentos. “Queremos isso já, dada a gravidade da situação para que a CPI possa imediatamente avançar”, afirmou.

A Polícia Federal anunciou ontem que abriu inquérito para apurar de onde partiu o vazamento do depoimento do ex-diretor da Petrobras, revelado no fim de semana pela revista ‘Veja’.

INVESTIGAÇÃO

Um dos nomes envolvidos pelo ex-diretor da Petrobras é o do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto no acidente aéreo no dia 13 de agosto no litoral de Santos. O ex-governador estava sendo investigado pela Controladoria Geral da União desde junho pelo uso irregular de recursos destinados pela Petrobras para que o estado fizesse as obras de modernização do Porto de Suape e do entorno da Refinaria Abreu e Lima.

Em 2008, Eduardo Campos e Paulo Roberto Costa assinaram acordo no qual a Petrobras transferia ao governo R$ 475 milhões para obras em Suape, como antecipação das tarifas portuárias que teria de pagar pelo uso futuro de suas instalações.

Mas só em 2011 foi dada a ordem de serviço para o início das obras de dragagem. Elas foram licitadas e contratadas com base apenas no projeto básico e tiveram um reajuste de R$ 62 milhões no preço, de R$ 275 milhões para R$ 337 milhões. Em maio de 2013, a obra de dragagem foi interrompida por falta de pagamento. A Secretaria de Portos da Presidência parou na metade o repasse de verbas, porque rejeitou as prestações de contas apresentadas pelo governo estadual.

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