Dilma vai à Maré com Pezão

Presidenta deverá anunciar a permanência das tropas do Exército no complexo

Por O Dia

Rio - A presidenta Dilma Rousseff vai nesta sexta-feira às 14h ao Complexo da Maré com o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes. No mesmo dia, está prevista a participação da presidenta em uma carreata em São Gonçalo com o candidato Lindberg Farias, do PT. Este compromisso, porém, não está confirmado pela assessoria da Presidência.

Pezão anunciou que vai levar Dilma à Maré para ela conhecer obrasDivulgação

Segundo Pezão, Dilma anunciará a permanência de tropas do Exército na favela até dezembro. A informação foi dada pelo governador ao DIA, depois de caminhada na cidade de Paracambi. “Vou mostrar uma escola de Ensino Médio, que vou entregar em dezembro, e o Centro Vocacional Tecnológico, com 26 especialidades. Eduardo Paes vai levá-la à fábrica de escolas”, disse Pezão.

A caminhada foi acompanhada pelo prefeito petista Tarcísio Pessoa, que não apoia o candidato de seu partido, Lindberg Farias. “Sou muito grato ao governador por tudo o que ele fez aqui. Não sei se o Lindberg já fez campanha aqui, mas, se fizer, não vou acompanhá-lo”, informou Tarcísio Pessoa.

O governador prometeu identificar os homens que, na terça-feira, ameaçaram uma equipe do programa CQC por ter feito perguntas mais duras a ele, em visita à favela Tavares Bastos, no Catete. “Se forem da minha campanha, vou retirá-los. Ninguém pode ter essa atitude”, disse Pezão. Ele disse que não ficou surpreso com a pesquisa do Ibope, que aponta empate com Garotinho, e atribuiu seu avanço ao horário eleitoral.

Crivella ataca os líderes e Cesar Maia

Sem conseguir ultrapassar Anthony Garotinho (PR) e Luiz Fernando Pezão (PMDB) nas pesquisas de intenção de voto, o senador Marcelo Crivella (PRB) afia cada vez mais a língua na hora de falar sobre seus concorrentes na disputa pelo Palácio Guanabara. Ontem, em caminhada na Gávea, classificou como “retrocesso” a volta de Garotinho ao governo e chamou Pezão de “a continuidade da crise”.

De olho em seu apoio num eventual segundo turno, os políticos atingidos pisam em ovos na hora de rebater os ataques. Até mesmo o candidato ao senado Cesar Maia (DEM), alvejado ontem por Crivella, preferiu evitar conflito. O ex-prefeito do Rio está coligado à chapa de Pezão.

“Dizem que misturo política e religião, mas não pego dinheiro do estado e levo para a igreja. O Cesar Maia está tendo problemas, porque deu um cheque para a Igreja Católica, para reformar uma igreja. Isso é misturar política com religião. Eu não (faço isso). Eu sou ficha limpa”, disse Crivella a jornalistas que perguntaram se o Projeto de Lei de sua autoria que instituiu o ‘Dia Nacional da Marcha para Jesus’ não seria exemplo dessa mistura.

Engana-se quem pensa que Maia se irritou com a declaração de Crivella. Ou ao menos que tenha manifestado publicamente tal sentimento. O ex-prefeito, que usou recursos do município para erguer uma igreja em Santa Cruz, em 2004, foi comedido ao comentar as críticas. “Meu respeito e admiração pelo senador Crivella continuam os mesmos. Palavras em campanha fazem parte do calor da disputa.”

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