Por bferreira

Rio - Preocupado com o crescimento nas pesquisas de intenção de voto da candidatura do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o deputado Anthony Garotinho (PR) decidiu mudar o tom de sua campanha, assumir um discurso mais palatável para à classe média, fazendo um mea culpa da época em que governou o Rio, entre 1999/ 2002. Garotinho e Pezão estão empatados em primeiro lugar na disputa pelo governo do Rio.

O ex-governador tem, no entanto, índice de rejeição de 46%, segundo pesquisa do Datafolha. Pezão apresenta 19% de rejeição.

“Fui governador com 38 anos. Eu era um idiota né? Vocês sabem que qualquer pessoa, quando tem falta desse negocinho aqui do lado chamado cabelo branco, pode cometer uns equívocos. Posso ter cometido alguns equívocos, mas eu dei o melhor de mim. Hoje eu estou muito mais experiente”, disse Garotinho, em encontro com um grupo de policiais civis, militares e bombeiros na Tijuca. “Estou com 54 anos e continuo Garotinho no nome, mas já conheço quem é quem dentro da política do Rio de Janeiro, da instituição da Polícia Militar, da Polícia Civil”, argumentou. Questionado sobre quais seriam os “equívocos”, o candidato afirmou que “deixaria isso para os inimigos falarem”.

Para contra-atacar o crescimento da candidatura de Pezão, correligionários de Garotinho estudam lançar mão, no horário eleitoral de TV, dos recentes escândalos da Petrobras envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral e o PMDB. Além disso, as agendas da rua do candidato serão ampliadas. A estratégia é buscar votos na classe média, e não apenas na população mais carente e voltada para os programas sociais, como cheque-cidadão e restaurante popular.

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