Por fabio.klotz

Rio - O presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa deponha aos parlamentares na quarta-feira. O ofício foi enviado nesta quinta-feira de manhã ao ministro Teori Zavascki.

Paulo Roberto Costa está preso em CuritibaReprodução Internet

Costa está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em decorrência da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Inicialmente, os parlamentares haviam pedido sua liberação ao juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, mas ele informou que a competência para a decisão é do Supremo.

A sessão convocada será aberta, mas senadores já avaliam a hipótese de transformá-la em um depoimento secreto, caso Costa se recuse a responder às perguntas. A lei que regula a delação premiada prevê que o teor da delação deve ser mantido em sigilo.

O relator da CPI mista, deputado Marco Maia (PT-RS), disse nesta quinta-feira que a intenção é fazer uma sessão aberta.

“Isso pode ser pedido pelo próprio depoente. Dependendo das informações, de como o processo está funcionando na Justiça do Paraná, nós podemos optar por fazer ou não o depoimento dele de forma secreta”, disse.

A comissão do Congresso pediu também, a Zavascki e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cópias dos depoimentos de Costa à Polícia Federal e ao Ministério Público de Curitiba, como parte do acordo de delação premiada.

Preso desde março, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras fechou um acordo de delação premiada com os investigadores na tentativa de diminuir sua pena, caso condenado em um processo envolvendo a empresa. O conteúdo dos depoimentos é sigiloso, mas reportagem publicada pela revista "Veja" divulgou nomes de políticos que teriam sido beneficiados com o esquema de corrupção na estatal.

Segundo a revista, Costa citou os nomes do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).

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