Por adriano.araujo

Rio - Acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff desembarca nesta segunda-feira, no Rio, para participar de ato em defesa do pré-sal, no Centro. A previsão é que três dos quatro candidatos ao governo do estado mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto participem do evento ao lado de Dilma e Lula. O governador Luiz Fernando Pezão decidiu não comparecer, sob o argumento de que o ato poderá ter cunho eleitoreiro.

À tarde, Dilma faz o mesmo roteiro percorrido ontem pelo tucano Aécio Neves e vai à Cufa para o lançamento do livro ‘Um País Chamado Favela’, de Celso Athayde e Renato Meirelles. Com Lula a tiracolo, Dilma reúne-se à noite com artistas e intelectuais, no Leblon.

Ontem, em Brasília, a presidenta voltou a criticar a independência do Banco Central, defendida pela adversária Marina Silva (PSB). Disse também que os candidatos não podem “se vitimizar”. “Quem vai para a Presidência não é coitadinho, porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá.”

Também em Brasília, Marina teceu duras críticas à política econômica de Dilma. “O atual governo tem responsabilidade pela contabilidade criativa e pela administração dos preços para controlar a inflação. A Dilma disse que está resolvendo isso e até já se comprometeu a demitir seu atual ministro da Fazenda. Só que, obviamente, agora é tarde, porque ambos serão demitidos pelo povo brasileiro”, afirmou Marina.

Aécio vai com ex-jogador Ronaldo para Madureira

Abandonado por parte do PMDB do Rio depois do naufrágio do Aezão, o presidenciável tucano Aécio Neves criticou neste domingo o modelo de UPPs, idealizado pelo governo Rio, hoje comandado por Luiz Fernando Pezão, que declarou apoio à candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Ao lado do ex-jogador Ronaldo, o Fenômeno, Aécio foi alvo de algumas vaias, após evento, ontem de manhã, na Central Única das Favelas (Cufa), em Madureira. As vaias foram rapidamente substituídas por aplausos, assim que o tucano citou sua proposta de concessão de bolsas a estudantes.

Ronaldo e Aécio estiveram neste domingo na Central Única das Favelas (Cufa), em Madureira. O candidato tucano prometeu mais hospitais e levar boas escolas para as comunidadesAlexandre Vieira/ Agência O Dia

“As UPPs são o primeiro passo. A etapa da acessibilidade é muito importante, mas ficar só nisso não resolve. Temos visto isso no Rio de Janeiro. O segundo passo que o governo federal é que tem que dar é fazer investimentos em favelas”, afirmou Aécio. E defendeu: “Queremos fazer hospitais. Por que as escolas melhores têm que ficar no asfalto? Vamos levar lá para cima. Aí que começa a verdadeira mudança e enfrentar o preconceito (com as favelas) que hoje existe.”

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Aécio manteve ontem a estratégia de atacar a presidenta Dilma e a ex-senadora Marina Silva (PSB), suas rivais na corrida pelo Palácio do Planalto. “O Brasil não é para amadores. Não adianta você achar que vai pinçar uma pessoa aqui e acolá e fazer um projeto de governo, que isso não vai funcionar”, disse.

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