Por bferreira

Rio - A presidenta Dilma Rousseff (PT) classificou como “factoide” a reportagem da revista ‘Veja’ publicada ontem, que liga sua campanha de 2010 ao esquema de corrupção na Petrobras. Segundo a revista, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa teria sido procurado em 2010 por Antonio Palocci, coordenador da campanha de Dilma na época. Palocci teria pedido ao diretor a quantia de R$ 2 milhões para a campanha presidencial.

“A minha campanha tinha um tesoureiro que se chama deputado José di Filipi. Foi ele que apresentou minhas contas para o Tribunal Superior Eleitoral, assinou-as, arrecadou, prestou contas e teve as contas aprovadas. O resto é factoide pré-eleitoral da revista ‘Veja’”, disse a presidenta, em visita à cidade satélite de Riacho Fundo, no Distrito Federal.

Costa é suspeito de chefiar um esquema de repasse de propinas de empresas contratadas pela Petrobras para partidos e políticos da base aliada. Ele está colaborando com as investigações em um acordo de delação premiada. Segundo a revista, o ex-diretor teria dito que o dinheiro para a campanha viria da cota de propinas destinada ao PP. Ontem, Aécio Neves (PSDB) classificou as denúncias como “extremamente graves”.

“É assustador o que vem acontecendo no Brasil. A cada semana, a cada dia, uma nova denúncia de corrupção e denúncias extremamente graves”, atacou o tucano, durante agenda de campanha em Osasco. Em entrevista coletiva, o candidato voltou a afirmar que vai cortar a “bolsa empresário”, se referindo à política de empréstimos do governo a grandes empresas: “Para os pobres nós daremos subsídios. Vamos acabar é com os subsídios para grandes empresas, que absolutamente benefício algum têm trazido para o Brasil, inclusive em relação a seu crescimento”.

Aécio prometeu esforços para garantir habitação às famílias que ganham até três salários mínimos por mês.

MARINA SILVA

A coordenação da campanha da presidenciável Marina Silva (PSB) vai acionar o Ministério Público Federal para pedir a investigação do uso da máquina pública contra a candidata.

A ‘Folha de S. Paulo’ divulgou que um servidor do Ministério da Justiça pediu à Polícia Federal informações sobre um inquérito que apurava a atuação de Marina frente ao Ministério do Meio Ambiente. A investigação foi arquivada em 2012.

“Nós repudiamos que estejam sendo usados os órgãos do estado brasileiro para promover qualquer tipo de crime para acusar uma pessoa que está participando do processo político”, criticou Marina.

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