Por thiago.antunes

Rio - O equipamento que o eleitor vai usar para escolher seus candidatos no próximo domingo acaba de ficar pronto nesta terça-feira. São cerca de 32 mil urnas eletrônicas no Rio de Janeiro que recebem desde a inserção dos dados dos candidatos e dos eleitores até a lustrada final. Para deixar tudo pronto a cinco dias do primeiro turno, o trabalho começou há exatamente um mês. Profissionais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e 729 técnicos de urna contratados por empresa terceirizada têm trabalhado das 9h às 17h, de segunda a sexta.

O universitário da área de informática Pedro Paulo prepara uma urnaCarlos Moraes / Agência O Dia

Na capital fluminense, as urnas são as mesmas desde o pleito de 2004 e devem ser enviadas para reciclagem após o término desta eleição. “Nas cidades do interior, as urnas são em média seis anos mais novas. Isso porque é mais fácil para o TRE prestar assistência nas zonas eleitorais da capital do que nas do interior, em caso de eventuais complicações”, explicou Pablo Barros, coordenador do polo eleitoral da Zona Portuária e chefe do cartório da 19ª Zona Eleitoral.

Ele lembrou que em Niterói, apesar da proximidade com o Rio, as urnas são mais modernas e já contam com reconhecimento do eleitor por meio de biometria. Até o momento foram identificadas 110 urnas com defeito no polo da Zona Portuária, que é responsável por fornecer máquinas para 12 zonas eleitorais. Noventa apresentaram problema no display, e outras 20, falhas na carga da bateria. “Essas urnas defeituosas estão dentro da margem de sobra, que é de 24%. Aqui no polo temos no total 1.546 urnas”, explica Marcos Antunes, técnico do TRE.

“Mandei fax e e-mail para todos os partidos políticos, mas não tem um representante sequer acompanhando a preparação das urnas. Depois dizem que o sistema é passível de fraude”, comentou Barros. Pedro Paulo de Castro, de 28 anos, viu nas eleições a oportunidade para conseguir um trabalho temporário.

O jovem está concluindo a faculdade de Administração e, como tem conhecimento em informática, decidiu se inscrever para trabalhar como técnico de urna. “Sempre tive curiosidade de saber como funciona o sistema por dentro. Aqui eu mato essa curiosidade e ainda me sinto fazendo algo importante”, disse. Ao final de cada dia, duas urnas são escolhidas aleatoriamente para serem auditadas por duas juízas, um promotor e um chefe de cartório. Eles testam o software da máquina e simulam cinco votações.

Você pode gostar