Candidatos unificam ataque ao governo e centralizam perguntas em Pezão

Em debate na TV Globo, última oportunidade de postulantes ao Palácio Guanabara apresentarem propostas tem troca de acusações e sucessivas 'alfinetadas'

Por O Dia

Rio - O último debate de candidatos ao Palácio Guanabara foi marcado pela unificação de críticas ao governo peemedebista e constantes citações ao ex-governador Sérgio Cabral. Ataques a Luiz Fernando Pezão, atual governador e candidato à reeleição pelo PMDB, também foram recorrentes. "Cabral deve estar rindo porque seu candidato (Pezão) está em primeiro das pesquisas", alfinetou Crivella em o que seria a primeira de uma série de duras cutucadas. 

Foram convidados ao encontro promovido pela Globo na noite desta terça-feira, além de Pezão, outros quatro candidatos com representação na Câmara dos Deputados, Anthony Garotinho (PR), Lindberg Farias (PT), Marcelo Crivella (PRB) e Tarcísio Motta (Psol). Confira abaixo como foram os quatro blocos do debate. 

Candidatos disparam contra Pezão em último debate%2C na GloboAndré Mourão / Agência O Dia


Primeiro bloco

Lindberg começou perguntando a Marcello Crivella sobre educação, citando o Ciep do século XXI como uma das principais promessas de seu governo. O candidato do PRB fez críticas à lógica clientelista da educação e inicia ataques ao governo de Sérgio Cabral, dizendo que o ex-governador deve estar rindo porque "seu candidato está em primeiro nas pesquisas". Crivella seguiu alfinetando o governo Pezão e chamando-o de "governo fracassado". Disse também que partido é "coveiro do melhor projeto de educação, os Cieps".

Lindberg falou de seus projetos em Nova Iguaçu quando prefeito e diz que 30% de jovens, atualmente, nem estudam e nem trabalham. Petista ofereceu promessas e critíca as políticas de educação. Retomando, Crivella seguiu com críticas e atacaou aprovação automática e evoca manifestações de junho de 2013 "Fora Cabral".

Pezão disse lamentar que dentro do congresso o endividamento dos estados não seja discutido e fez críticas a Crivella e Lindberg que, segundo ele, como senadores, negligenciaram o estado do Rio.

Garotinho disparou acusando campanha de Pezão de "milionária" e falou sobre superfaturamento de passagens intermunicipais. Petista Linberg também assumiu postura de ataque a Pezão e disse que transporte público, assim como agência reguladora, são ligadas ao PMDB.

Tarcísio perguntou à Garotinho sobre milícias e disse que elas precisam ser enfrentadas. Candidato do Psol disse que associações paramilitares nasceram na administração do ex-governador, cresceram no governo de Rosinha Garotinho e se consolidaram no governo Cabral.

Segundo bloco

Lindberg assumiu melhora do Ideb do Rio e destaca números negativos na educação. Petista voltou a falar de Cieps e diz que foi "criminoso" o que fizeram com centros educacionais. Disse defender as UPPs e fez promessas com o objetivo de garantir a entrada de jovens no mercado de trabalho. Candidato do PRB, Crivella disse que serviço público está sendo posto em segundo plano.

Sobre funcionalismo público, Tarcísio disse que governo fechou escolas e destruiu hospitais. Garotinho lembra que vice é funcionário público e foi "colocado na cadeia" por Sérgio cabral. Tarcísio chamou de "atitudes cabralinas" medidas tomadas por Garotinho.

Lindberg e Crivella, sobre as Olimpíadas, unificaram ataques e falaram sobre as oportunidades para Olimpíadas de 2016. Candidato do PRB voltou a atacar governo de Pezão dizendo que quem está por trás da administração é Sérgio Cabral.

Candidato à reeleição, Pezão e Tarcísio dicutiram moradias e postulante do Psol volta a comparar governador à Cabral.

Sobre saúde, Tarcísio disse que Organizações Sociais (OS) representam a privatização do setor. Pezão rebateu com promessas e repete que "há muito para ser feito". Candidato destaca conquistas do governo e diz que valorizará profissionais da saúde.

Terceiro bloco

Ao falar sobre transportes, Lindberg questionou nomeações na Agetransp e Pezão rebateu com promessas e diz que Linha 3 do metrô foi impossibilitada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Peemedebista voltou a dizer "há muito a ser feito".

Tarcísio e Crivella debateram resoluções para segurança pública e candidato do PRB voltou a alfinetar governo.

Crivella citou campanha presidencial e fez críticas a "Aezão". Pezão disse que não precisa falar sobre relacionamento com presidenta Dilma e disse que apoia inteiramente a campanha da presidenta.

Tarcísio pontuou: "Pezão, cadê o Amarildo?". Candidato peemedebista rebateu dizendo que governo foi responsável por identificação de criminosos e, antes, "muitos Amarildos sumiam e ninguém sabia". "Eu acho um desrespeito você começar essa resposta sorrindo", sublinhou Tarcísio na réplica. Pezão retomou falando de valorização do policial.

Em pergunta à Lindberg, Garotinho acusou Pezão de ter investido em "termas", casas de massagem, e questionou vazios de incentivos fiscais no governo do PMDB, chamados por ele de "imorais". Se eleito, Anthony Garotinho disse que revogará incentivos dados por governo de Sérgio Cabral e Pezão.

Quarto bloco

"Toda a minha campanha está transparente", responde Pezão à pergunta de Tarcísio Motta. Candidato do Psol acusou empreiteiras e empresas de saúde de serem as principais financiadoras da campanha do peemedebista. Pezão rebateu falando sobre relação do Psol com sindicatos e casos de corrupção dentro do partido.

Ataques ao governo do PMDB prosseguiram e Crivella e Lindberg, novamente, unificaram ataques e questionaram investimentos em infraestrutura. Senador Crivella prometeu manter ganhos de governo atual, mas diz que utilizará verbas para reformulação da Cedae e fará investimentos na Baixada Fluminense. Pezão exaltou que empresa de abastecimento deixa, hoje, 30 milhões de lucro. Segundo Crivella, Baixada está abandonada e o que o que falta ao estado é planejamento.

Crivella chamou governo Cabral de "tucano piorado" e seguiu se revezando com petista Lindberg no ataque ao governo estadual.

"Eu queria saber porquê?", questionou Garotinho a Pezão sobre programas sociais que, segundo candidato do PR, foram extintos no governo peemedebista. Em resposta, Pezão disse que que programas não davam certo, pois não havia segurança.


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