Picciani e Eduardo Paes disputam o futuro do PMDB

O vitorioso deve indicar o candidato à prefeitura em 2016

Por O Dia

Rio - A disputa pela Prefeitura do Rio em 2016 começará já neste domingo, quando as urnas forem abertas. Ganhará mais cacife para reivindicar a vaga no PMDB, que está rachado entre o clã de Jorge Picciani e o do prefeito Eduardo Paes, o grupo que tiver mais votos. Os mais cotados para a candidatura são Leonardo Picciani, representando a primeira corrente, e Pedro Paulo, por Eduardo Paes. Ambos concorrem à Câmara dos Deputados e, segundo pesquisas internas, estariam empatados com praticamente a mesma intenção de votos.

Na briga pelo poder na Assembleia Legislativa (Alerj), o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, deverá sair enfraquecido das urnas, com uma votação minguada. Porém, seu outro filho, Rafael Picciani, que também disputa uma vaga na Alerj, viria como um quadro forte. Já o prefeito poderá demonstrar seu poder de fogo com seu ex-secretário de Transportes Carlos Osório e seus apoiadores: Gustavo Tutuca e o atual presidente da Alerj, Paulo Melo.

A expectativa dos membros do partido é que o resultado da corrida presidencial também irá influenciar na disputa interna do PMDB. A facção comandada por Picciani se fortalecerá, se o candidato Aécio Neves (PSDB) conseguir ir para o segundo turno e ganhar as eleições. Paes, por sua vez, tem um grande trunfo nas mãos, caso a presidenta Dilma Rousseff seja reeleita. Além das urnas, o prefeito conta com outra vantagem que é o alto índice de aprovação de seu governo para indicar o sucessor, possivelmente seu ex-secretário da Casa Civil Pedro Paulo. Nessa disputa, Picciani sai na frente uma vez que domina a máquina partidária como presidente do PMDB do Rio.

“Não é razoável que o PMDB, que tem uma bancada forte, seja um partido de filhos”, disse um candidato do grupo de Paes. Picciani não quis falar com a reportagem do DIA sobre o assunto por estar “focado em eleger seu candidato a presidente”. O clima também influenciará na disputa pela presidência da Alerj, em 2015, entre Jorge Picciani e Paulo Melo, caso sejam eleitos domingo.

Aliados de Paes são excluídos

A briga interna no PMDB já causa reflexos até na juventude do partido. Aliados de Eduardo Paes foram excluídos de um grande evento realizado, no domingo, em Vila Isabel, pela Juventude do PMDB, que é comandada pelo filho do ex-governador Sérgio Cabral Marco Antonio Cabral.

Na ocasião, Marco Antonio, que disputa o cargo de deputado federal, subiu no palanque com Rafael Picciani, o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão e o candidato ao Senado, que tem o apoio do PMDB, César Maia (DEM). A entrada de Maia na aliança de Pezão foi chamada de “bacanal eleitoral” pelo prefeito. Essa aliança teria sido articulada por Picciani. “Tudo em que o Picciani bota a mão dá errado. Perdemos uma grande chance de ir para o Senado com o Francisco Dornelles”, disparou um deles.

Os candidatos que não foram ao evento da Juventude do PMDB se sentiram prejudicados porque perderam uma grande chance de visibilidade com o público jovem do partido. “Os filhos dos políticos acabam ganhando mais vantagens na campanha”, declarou um candidato a deputado do partido. A união do filho de Cabral com os filhos de Picciani foi considerada natural, já que são amigos. O ex-governador estaria em cima do muro na disputa interna do partido.

Bate-boca entre cabos eleitorais

A caminhada de Pezão em Maricá ontem acabou em confusão, quando uma comitiva de Lindberg Farias (PT) passou, e os cabos eleitorais começaram um bate-boca. Segundo a assessoria de Pezão, a agenda não foi prejudicada. Já o coordenador da campanha de Lindberg e prefeito da cidade, Washington Quaquá, disse que a escolha da agenda de Pezão foi um erro ou uma provocação. “Nosso comício estava marcado há 15 dias”, disse.

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