Por bianca.lobianco

São Paulo - Os paulistas reelegeram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para mais quatro anos de administração tucana no estado. Com 99% das urnas apuradas, até as 21h45, candidato do PSDB venceu a disputa com 57,33% dos votos no primeiro turno. O resultado confirma o partido, no poder há duas décadas no maior estado do país. Com isso, o PSDB conquistará o seu sexto mandato seguido no comando de um colégio eleitoral com cerca de 32 milhões de votos, decisivo para tentar eleger Aécio Neves.

Ao término da eleição, o governador eleito, que vive uma crise hídrica que deve levar o estado ao racionamento de água, fez uma convocação aos eleitores para votarem em Aécio. “Eu e Serra fomos candidatos e batemos na trave. Agora vamos fazer o gol. Eu sou Aécio”, gritou, em meio a aplausos dos correligionários. A grande surpresa em São Paulo ficou por conta do crescimento da candidatura de Alexandre Padilha (PT) na reta final. Ele teve 18,20% dos votos, enquanto Paulo Skaf (PMDB), conseguiu 21,53%.

O governador Geraldo Alckmin com a família%2C e José Serra%2C fazem o V da vitória após votação%3A mais quatro anos de administração tucana Agência O Dia

Principal adversário de Alckmin durante a campanha, Skaf teve pior desempenho nas urnas do que as pesquisas apontavam. O candidato do PMDB se recusou durante toda a campanha a declarar apoio à reeleição de Dilma Rousseff, apesar de seu partido fazer parte da base aliada da presidenta e ocupar o posto de vice na chapa petista à reeleição, com Michel Temer.

A postura de Skaf chegou a colocá-lo em atrito com Temer, mas o candidato se mostrou relutante. Esse comportamento pode ter ajudado a enfraquecer sua candidatura ao governo. Já o maior rival do PSDB, o PT, só conseguiu fazer seu nome emplacar nos últimos dias de campanha. Padilha teve seu maior índice durante a apuração das urnas. O fraco desempenho ajudou na reeleição de Alckmin ainda no primeiro turno.

Veteranos, Suplicy e Simon estão fora

Após três mandatos consecutivos, o paulista Eduardo Suplicy (PT), de 73 anos, não voltará ao Senado. Com planos de dar aulas e até de cantar, o petista mostrou serenidade ao ser derrotado pelo tucano Jose Serra (PSDB) em São Paulo. Ele disse ter recebido convite para dar aula em curso de gestão de políticas públicas na USP Leste e até brincou, após votar ontem, que talvez participe da turnê dos filhos músicos, Supla e João. “Meus filhos seguem amanhã outra vez em turnê para os Estados Unidos. De repente posso me juntar a eles ”, disse o senador, que pretende também fazer uma viagem para Índia.

Suplicy planeja dar aulas e viajar. Ele foi derrotado por José SerraAgência O Dia

Outro veterano que não retornará ao Senado é Pedro Simon (PMDB), 83 anos, do Rio Grande do Sul. Ele tentava o quarto mandado. Senador desde 1978, da última vez com cerca de de 1,8 milhão de votos, Pedro Simon ficou em terceiro lugar ontem. Suplicy planeja dar aulas e viajar. Ele foi derrotado por José Serra

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