'É injustiça dizer que Pezão me escondeu', diz Cabral

Ex-governador defendeu candidatura de seu vice, e destacou ainda a de seu filho, a deputado estadual

Por O Dia

Rio - O ex-governador Sérgio Cabral chegou à escola municipal Roma, em Copacabana, onde vota, por volta das 15h35 deste domingo, acompanhado da mulher e de seguranças particulares. Cumprimentando eleitores, Cabral subiu as escadas do colégio e encontrou sua seção vazia. Ao terminar de votar, ele destacou as qualidades de Luiz Fernando Pezão, para quem cedeu o cargo em abril, e negou que o atual governador o tenha 'escondido' durante a campanha.

"Se tem uma pessoa que sempre defendeu os méritos do nosso governo, é o Pezão. Chega a ser uma injustiça falar isso (que o Pezão me escondeu)", afirmou Cabral.

Na saída de Cabral de sua seção%2C houve confusão entre um grupo de militantes de esquerda e seguranças do ex-governadorPaulo Araújo / Agência O Dia

Dentro da cabine, Cabral puxou uma cadeira, sentou-se e ficou parado olhando para tela. Segundo ele, estava admirando a candidatura do filho, Marco Antônio Cabral, a deputado estadual. "É uma grande emoção votar pela primeira vez no meu filho", comentou.

O ex-governador declarou ainda votos em Cesar Maia, para o Senado, e em Paulo Melo, para deputado estadual. Quanto ao voto para presidência, Cabral preferiu não se manifestar. "Tenho uma relação extraordinária com a presidenta Dilma. E do Aécio, sou amigo há 31 anos", justificou a discrição.

Na saída, cerca de cinco militantes de partidos de esquerda entoaram gritos de "Cabral é ditador" e "Cadê o Amarildo?". Houve bate-boca entre eles e os seguranças de Cabral, que impediram que os ativistas se aproximassem do ex-governador. 

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