Por thiago.antunes

Rio - Pela manhã, quando votou no Ciep Nilo Peçanha, no bairro da Lapa, em Campos, Anthony Garotinho(PR) demonstrava um certo abatimento. Tanto que quando saiu da urna eletrônica, os fotógrafos pediram para fazer o ‘v’ de vitória e ele gentilmente recusou. “É muito cedo”, afirmou. O candidato disse estar confiante, mas admitiu que as dificuldades foram muitas e que “setores populares se dividiram no primeiro turno”.

Depois do resultado, publicou em seu blog que Pezão, acuando-o “ter máquinas e dezenas de grupos econômicos que defem interesses escusos junto ao estado”. “Na vida, é melhor perder uma eleição do que perder a vergonha”, escreveu.

Antes de votar%2C Garotinho tomou café junto com a família em casaCarlos Moraes / Agência O Dia

Antes de saber o resultado, toda a fala de Garotinho parecia premonitória. “Confiante sempre. Desde o início da campanha nós sabíamos da dificuldade que nós íamos ter e que as forças conservadoras do estado iam se unir contra uma candidatura popular. Infelizmente alguns setores populares não compreenderam isso e se dividiram no primeiro turno, mas espero que, caso uma das candidaturas populares vá para o segundo turno nós estejamos juntos, e possamos derrotar esse governo que trouxe tanta tristeza, injustiça e infelicidade para a maioria da população do estado”.

E desconversou quando perguntado sobre o segundo turno. “Eu não temo absolutamente nada porque o povo nas eleições é soberano. O que o povo determinar é aquilo que quem acredita na democracia tem que cumprir”, completou ao se recusar a falar sobre apoios na próxima etapa do pleito. Para ele, seria uma “indelicadeza” com os outros candidatos.

Lindberg

O candidato do PT ao governo do estado, Lindberg Farias, votou pela manhã na Igreja Nossa Senhora de Fátima e São Jorge, no Centro de Nova Iguaçu. Chegando em uma van com a família, a mulher Maria Antônia, seus três filhos: Luiz, de 19 anos, Beatriz, de 4, e Marina (2), e sua mãe Ana Maria, de 72, o quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto ainda se mostrava confiante em disputar com o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o segundo turno das eleições no Rio. À noite, depois de saber do resultado, ele afirmou numa rede social que sua a luta não acabou. “Estou convicto de que o Rio precisa de um novo caminho. Seguirei firme lutando por um Rio BEM (sic) melhor.”

Tarcísio

Acompanhado da mulher Gabriela Buscácio e dos candidatos a deputado Chico Alencar (federal) e Marcelo Freixo (estadual), além de militantes do partido. Na saída da seção, Tarcísio foi abordado por mesários que pediram para tirar fotos com ele. O candidato, muito simpático, não negou e, bem humorado, pediu aos fãs que não exibissem os crachás de mesários nas imagens. Em seguida, falou com a imprensa. “Nossa campanha foi muito bonita, encantou a militância e mostrou que o Rio de Janeiro tem alternativa.”

Sérgio Cabral reaparece para votar

O ex-governador Sérgio Cabral reapareceu ontem em público, na escola Roma,em Copacabana, onde vota e negou que tenha sido “escondido” pelo candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão. "Se tem uma pessoa que sempre defendeu os méritos do nosso governo, é o Pezão. Chega a ser uma injustiça falar isso (que o Pezão me escondeu)", afirmou Cabral.

E falou com o estrategista da campanha do sucessor."A propaganda na TV foi importante na campanha para apresentar o Pezão ao público. Ele era muito desconhecido das pessoas", comentou Cabral. Quanto aos planos para o segundo turno, o político não adiantou os planos. "Não temos resoluções fechadas. Costumo dizer que adversário a gente não escolhe. Mas o fato é que temos o melhor candidato, com as melhores propostas. Nosso governo beneficiou todos os setores, dos mais necessitados aos mais favorecidos", argumentou. Na saída, houve gritos de "Cabral é ditador" e "Cadê o Amarildo?". Os seguranças de Cabral impediram que os ativistas se aproximassem do político.

Reportagem de Ana Nascimento

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