Ao votar, Garotinho diz que setores populares se dividiram no 1º turno

Candidato chegou ao local de votação acompanhado da mulher e prefeita de Campos, Rosinha

Por O Dia

Rio - O candidato do PR, Anthony Garotinho, votou às 11 horas da manhã deste domingo em Campos de Goytacazes acompanhado da mulher e prefeita da cidade, Rosinha. Ele está registrado no colégio eleitoral que fica no Ciep Nilo Peçanha, no bairro da Lapa, a poucos metros de sua casa. O candidato fez o trecho andando de mãos dadas com a mulher e seguido por apoiadores.

Após registrar seu voto na urna, Garotinho não quis fazer o tradicional "V" de vitória na hora de posar para as fotos. "É muito cedo", afirmou ele. O candidato do PR disse estar confiante, mas admitiu que as dificuldades foram muitas e que "setores populares se dividiram no primeiro turno".

Garotinho e Rosinha após votação em CamposCarlos Moraes / Agência O Dia

"Confiante sempre. Desde o início da campanha nós sabíamos da dificuldade que nós íamos ter e que as forças conservadoras do estado iam se unir contra uma candidatura popular. Infelizmente, alguns setores populares não compreenderam isso e se dividiram no primeiro turno, mas espero que caso uma das candidaturas populares vá para o segundo turno nós estejamos juntos e possamos derrotar ese governo que trouxe tanta tristeza, injustiça e infelicidade para a maioria da população do estado. Tanto é maioria que o candidato oficial tem apenas 31% das intenções de voto, ou seja 69% reprovam a administração", disse Garotinho.

Ontem o DIA adiantou que, apesar de não falar oficialmente sobre o assunto, Garotinho e Marcelo Crivella (PRB) negociam a troca de apoio para quem seguir na disputa. As últimas pesquisas apontam Garotinho numericamente a frente, mas há um empate técnico entre os dois devido à margem de erro. O candidato do PR disse que aguarda o resultado da disputa pela vaga no segundo turno com tranquilidade.

"Eu não temo absolutamente nada porque o povo nas eleições é soberano. O que o povo determinar é aquilo que quem acredita na democracia tem que cumprir", completou ao se recusar a falar sobre apoios na próxima etapa do pleito. Para ele, seria uma "indelicadeza" com os outros candidatos.

O filho Wladimir também registrou seu voto no lugar uma hora antes acompanhado da mulher e das filhas. Garotinho chegou a cidade de helicóptero apenas na manhã deste domingo porque fez carreatas até às 22 horas de ontem. Antes de entrar em casa cumprimentou vizinhos e depois tomou café com a família. A movimentação de assessores, apoiadores e familiares é intensa.

Questionado sobre as últimas pesquisas e a disputa com o senador Marcelo Crivella (PRB), Garotinho disse em casa que o melhor agora "é esperar a pesquisa da urna. Essa é a única que a margem de erro é zero".

Garotinho também fez questão de dizer que "chegou inteiro" ao fim do primeiro turno "apesar de toda força" da coligação adversária do governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) com cerca de "500 mil pessoas pedindo voto para ele". "Se eu fosse tão fraco não precisava de tanta força contra mim", disse.

O candidato do PR acredita que a disputa no segundo turno será diferente devido ao aumento no tempo do horário eleitoral na TV e a redução de candidatos e cabos eleitorais. Ele ficará na casa da família durante o dia e acompanhará a apuração no local.

Em frente a casa da família Garotinho um vizinho colocou uma placa do irmão do candidato, Nelson Nahim, que disputa uma vaga a deputado federal pela coligação de Pezão com a sobrinha Clarissa, filha de Garotinho. Os irmãos estão brigados desde 2011 devido a disputas políticas na prefeitura de Campos.

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