Na TV, Dilma critica fala de FHC sobre eleitor do PT e Aécio cita Marina Silva

Programa da petista repete bordão 'governo novo, ideias novas'; tucano se apresenta como nome único da oposição

Por O Dia

Rio - No primeiro dia de horário eleitoral gratuito na TV para o segundo turno das eleições presidenciais, o programa de Dilma Rousseff (PT) criticou fala do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) sobre desinformação dos eleitores petistas. Já o de Aécio Neves (PSDB) citou Marina Silva (PSB), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, mesmo sem o tucano ter recebido o apoio formal da ex-senadora.

"Quando era presidente, [FHC] chegou a chamar os aposentados de vagabundos. Agora, ao comentar o primeiro turno desta eleição, FHC disse literalmente: 'não é porque são mais pobres que votam no PT, é porque são menos informados'. Ou seja para FHC, os 43.267.688 eleitores de Dilma [no 1º turno] são ignorantes", diz o locutor da propaganda petista que foi ao ar na noite desta quinta-feira.

Atacar FHC como forma de atingir Aéico tem sido uma das estratégias principais da campanha do PT desde que o senador começou a se mostrar, novamente, um candidato competitivo na disputa presidencial, nas últimas semanas antes do primeiro turno.

"Ele [Aécio] representa um modelo que quebrou o país três vezes, que abafou todos os escândalos de corrupção, que privatizou o patrimônio público a preço de banana, que causou desmeprego altíssimo, arrocho salarial e recessão", diz Dilma na propaganda.

Vestindo azul, e não o tradicional vermelho do PT, a petista repetiu o bordão que vem usando para tentar conquistar eleitores insatifeitos com sua gestão: governo novo, ideias novas.

"Entendi o recado das ruas e das urnas. Os brasileiros e brasileiras que me deram a vitória no primeiro turno disseram que a melhor forma de continuar mudando é acelerar e aperfeiçoar o que está em andamento, e fazer um governo novo com ideias novas."

Locutor compara Aécio a Tancredo

A propaganda de Aécio buscou apresentar o tucano como uma opção de consenso da oposição a Dilma.

"A quem não votou em mim, mas votou na mudança, eu te convido agora a vir com a gente", diz Aécio, que também vestia azul. "Você que escolheu não votar (...), no fundo, no fundo, você também quer mudar", completou o tucano, pregando a superação de diferenças entre os contrários ao governo Dilma.

A propaganda mostrou o apoio de outros candidatos a presidente que ficaram no primeiro turno, como Eduardo Jorge (PV) e Pastor Everaldo (PSC). Na falta de Marina Silva (PSB) — que não declarou seu apoio formal ao tucano, embora a Rede Sustentabilidade da ex-senadora já tenha recomendado voto nele —, o programa de Aécio exibiu Roberto Freire, presidente do PPS, citando que o partido "estava com Marina."

O programa também mostrou Aécio recebendo o apoio do PSB — legenda pela qual Marina concorreu — e citando o ex-governador de pernambuco Eduardo Campos, que morreu em 13 de agosto na condição presidenciável pessebista.

No início, a propaganda aecista faz uma analogia entre a condição de Aécio na atual disputa presidencial com a que seu avô, Tancredo Neves, ocupou como líder da oposição política à ditadura militar .

"Trinta anos atrás, quando o Brasil sofria uma cruel ditadura e pedia por mudanças, um mineiro chegou e disse que, se os brasileiros deixassem as diferenças de lado e se unissem sob uma mesma bandeira, nada poderia detê-los", diz o trecho inicial do vídeo. "Tancredo neves mostrou que nada é impossível quando o povo está unido e, hoje, 30 anos depois, justo quando o país mais precisa, aparece outro mineiro e neto de Tancredo, para denunciar o que está errado e fazer a grande mudança que o Brasil precisa."

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