Por thiago.antunes

Rio - Depois de seu partido ter procurado Marina para tentar obter o apoio da candidata que teve 22 milhões de votos no primeiro turno, a petista Dilma Rousseff disse ontem que não está preocupada com a aliança anunciada de Marina com seu adversário. “Eu não acredito em transferência automática de voto”, afirmou a presidenta. A candidata à reeleição disse também que vê concordâncias nos programas de Marina e Aécio. “Eles são a favor de reduzir o papel dos bancos públicos, nós não somos. Isso significaria acabar com o programa Minha Casa, Minha Vida”, afirmou.

No sábado, Dilma Rousseff havia obtido o apoio de Roberto Amaral, presidente do PSB, partido de Marina, que divulgara uma carta pela internet. Beto Albuquerque, vice da ex-senadora na candidatura derrotada no primeiro turno, afirmou ontem que lamenta o suporte de Roberto à reeleição da presidenta.

“Nós, do PSB, lamentamos muito a postura do presidente Amaral, mas sua rebeldia não muda a nossa convicção”, afirmou Beto, no mesmo evento onde Marina declarou apoio a Aécio Neves. Na carta que divulgou em seu site, Roberto Amaral disse que a legenda “jogou no lixo” o legado de seus fundadores, citando o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente de avião. Amaral defendeu a reeleição de Dilma como “única alternativa para a esquerda socialista e democrática”.

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