Com apoio de PDT e Pros, Pezão já soma 21 partidos aliados

Adesão de setores do PC do B também turbina base do governador no segundo turno

Por O Dia

Rio - A 12 dias das eleições, o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) recebeu ontem apoio oficial de mais dois partidos _ Pros e PDT _, e de setores do PC do B, que integrava a base de Lindberg Farias (PT). Pezão conta, agora, com 21 partidos em sua aliança. Durante todo o dia ontem de campanha, o peemedebista aproveitou para seguir os ataques a Marcelo Crivella (PRB), seu adversário na corrida ao Palácio Guanabara.

O governador agradeceu as novas adesões e disse que receberá o apoio de prefeitos eleitos pelo PSB, partido do senador eleito Romário. Durante atividade de campanha em Madureira, ele criticou o candidato do PRB. “Minha aliança é muito clara. Não sou testa de ferro de uma organização. Então é isso que a gente está mostrando, o que representa essa candidatura, a quem está servindo”, atacou Pezão. Mais tarde, criticou a ação de Crivella como ministro da Pesca. “Quero ver um peixe que ele trouxe para o Rio. Só se for em aquário”, ironizou.

Anunciado desde a semana passada, o ato de apoio do Pros a Pezão ratificou a dissolução da base que esteve com Anthony Garotinho (PR) no primeiro turno. O clima entre os correligionários era de alívio. “Atendendo o pedido da presidenta Dilma Rousseff, nós apoiamos o Garotinho. Mas agora, estamos aliviados de estar com você, Pezão”, afirmou o deputado estadual Marcus Figueiredo.

Durante caminhada ontem no Mercadão de Madureira%2C assessores e alguns cabos eleitorais de Pezão estampavam no peito adesivos de AécioMário Mercante / Agência O Dia

Presidente estadual da legenda, Hugo Leal disse que Crivella ligou pedindo apoio, mas que a presença de Garotinho inviabilizou a aliança. “Ele optou pelo Garotinho. Questão de opção”, declarou o deputado federal, que por pouco não foi o candidato ao Senado na chapa de Garotinho. “Não há mudança. É uma avaliação sobre quem é melhor.”

No fim do dia, o PDT se reuniu para declarar apoio a Pezão. Carlos Lupi, candidato derrotado ao Senado, disse que agora “espera reunir o partido todo”. No primeiro turno, alguns deputados declararam apoio a Lindberg.Ele lembrou que Felipe Peixoto era o vice de Pezão até Cesar Maia (DEM) ser anunciado como candidato da chapa ao Senado. Foi quando Lupi resolveu lançar sua candidatura, inviabilizando o nome de Peixoto como vice-governador. “Para gente, era demais ter o Cesar Maia, que é palanque para o Aécio Neves (PSDB).Fiz campanha para o Pezão o tempo todo, e agora, como é segundo turno, podemos oficializar”, declarou Lupi.

Clima quente na campanha

O tom agressivo desconhecido até o fim do primeiro turno é mais uma mudança na campanha de Pezão. Se antes o clima era de disputa velada entre os grupos que defendem a candidatura de Dilma e Aécio, agora, os tucanos perderam a inibição. Na caminhada de Pezão ontem no Mercadão de Madureira, assessores e alguns cabos eleitorais estampavam no peito adesivos de Aécio.

Ao serem abordados, os militantes disseram que os adesivos foram colados sem autorização. “Um desconhecido saiu colando na gente”, contou. Outro deles disse que ainda está confuso sobre o voto do segundo turno: “Não sei ainda, mas votei na Dilma no primeiro”, afirmou.

À tarde, durante a fala de Pezão aos pedetistas, Lupi colou dois adesivos com o número de Dilma em seu peito. Depois, quando foi conversar com os jornalistas, o governador já não levava o distintivo. Influência do Aezão ? “O Dilmão é muito forte, e tenho grande carinho por ela”, afirmou.

Reportagem de Juliana dal Piva e Leandro Resende


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