Em entrevista, Crivella defende alianças com Garotinho e Lindberg

‘Política tem regra: apoio a gente não nega’, disse o candidato do PRB

Por O Dia

Rio - Candidato do PRB ao Palácio Guanabara, Marcelo Crivella foi questionado ontem, no telejornal RJ-TV da Rede Globo, sobre os apoios que costurou para o segundo turno. Rivais no início do pleito, Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT) selaram aliança com Crivella, que enfrenta agora o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB).

A apresentadora do telejornal, Ana Luiza Guimarães, perguntou se Crivella, que se vangloria de ser ficha limpa, não vê contradição em aceitar o apoio de Garotinho, condenado em primeira instância por formação de quadrilha. “Em política a gente tem uma regra: apoio a gente não pode negar. Apoio não significa interferência no governo”, defendeu-se Crivella. “Significa que aquele que está te apoiando adere à sua causa. E a nossa causa é derrotar o governo que está aí, que já causou bilhões de prejuízo ao Erário”, completou o senador, que tem afirmado que é preciso tirar o governo que “está há 30 anos no poder”, referindo-se à presença de Sérgio Cabral, desde o governo Marcelo Alencar, como presidente da Alerj.

Crivella fez corpo a corpo na área da Central do Brasil e associou a imagem do rival Luiz Fernando Pezão a do ex-governador Sérgio Cabral Fabio Gonçalves / Agência O Dia

A apresentadora lembrou, então, que os aliados Garotinho e sua esposa, Rosinha, representam oito desses trinta anos, e que o próprio Crivella havia criticado Garotinho por chamar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) de “latão”. A apresentadora perguntou se a aliança com Garotinho não seria uma “conveniência” para vencer no segundo turno.

“A UPP é uma conquista. Nós vamos aperfeiçoá-la.Quero aproveitar e mandar um recado para a bandidagem. Cada vez que vocês matarem um de nós, dez outros vão se levantar, e, depois, mais dez. Não permitiremos que nosso povo volte a ser dominado por traficantes”, disse, reforçando que “Garotinho representa 1,5 milhão de eleitores fluminenses”.

Em seguida, a jornalista perguntou se Crivella não se sentia “constrangido” de obter o apoio de Lindberg. Ela lembrou que o petista pediu para o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa angariar doações para sua campanha. O ex-diretor é o delator do esquema de corrupção descoberto na estatal. “Quando o Lindberg pediu o apoio do diretor da Petrobras, nem sabia que ele estaria envolvido nesse esquema. Foi uma surpresa para todos nós. Acho que Lindberg, se soubesse, jamais teria pedido ajuda a ele”, disse Crivella.

Nesta segunda, Lindberg apareceu pela primeira vez no programa de TV pedindo votos para o candidato do PRB.

Na Central, Crivella ataca escândalos

Marcelo Crivella aproveitou a panfletagem que fez ontem, na Central do Brasil, para cumprimentar eleitores e associar a imagem do concorrente Luiz Fernando Pezão(PMDB) à de seu antecessor, Sérgio Cabral.

“Ninguém aguenta mais tantos escândalos. Faltam duas semanas para a gente libertar o estado dessa corrupção desenfreada. O governador tem de dar exemplo, não pode colocar guardanapo na cabeça em Paris. Se o governador não der o exemplo, vira um caos”, disse, lembrando a foto que aliados de Cabral fizeram na França, ao lado de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta.
Crivella afirmou que, se eleito, investimentos em saneamento básico serão prioridade em seu governo.

“Quando senador, fiz emendas que destinaram R$ 10 milhões para Duque de Caxias e R$ 20 milhões para o bairro de Roseiral, em Belford Roxo. Quero poder investir mais, principalmente na Baixada Fluminense”, disse o candidato.

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