Pezão diz que denúncia de esquema de corrupção na PM é prova de ação do governo

Candidato à reeleição do governo comentou as denúncias de corrupção no batalhão da Ilha do Governador

Por O Dia

Rio - Em entrevista concedida ao RJTV 2ª edição, na Rede Globo, o governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB) comentou sobre o esquema de corrupção no batalhão da Ilha do Governador, que levou à cadeia o coronel Dayzer Corpas, ex-comandante da unidade, e outros 15 militares.

"Isso mostra o nosso governo apurando, a nossa corregedoria funcionando e a independência da Secretaria de Segurança. Se teve um governo que cortou na própria carne foi o nosso governo. Nós não vamos compactuar com o tráfico e nem com a milícia e muito menos com erro de policial".

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Pezão participou de debate na rádio CBNEstefan Radovicz / Agência O Dia

O governador afirmou ter se surpreendido com os escândalos envolvendo o deputado federal Rodrigo Bethlem. "Ele (Bethlem) surpreendeu a todos nós, foi uma surpresa para todos nós. Conheço o Bethlem há muito tempo e nunca soube desses desvios. E o próprio prefeito Eduardo Paes cortou o cargo que ele tinha e o demitiu. Mas sempre que eu o conheci ele era um bom parlamentar".

Entenda o caso

Ao todo, o ex-secretário de Governo da Prefeitura do Rio arrecadou R$ 327,7 mil, com dois repasses em julho: um no valor de R$ 300 mil, da Carvalho Hosken Engenharia, e outro de R$ 20 mil da Marcon Empreendimentos Imobiliários SA. Além disso, a Carvalho Hosken doou em material de campanha outros R$ 182,4 mil a Rodrigo Bethlem.

Tudo teria colaborado com a disputa pela reeleição se, em agosto, a ex-mulher do político Vanessa Felippe não tivesse denunciado um esquema de corrupção liderado por ele quando esteve à frente de secretarias municipais. Ela gravou conversas em que o deputado diz que conseguia montar um salário de R$ 85 mil a R$ 100 mil com desvio de dinheiro de convênios feitos pelo município, inclusive do Programa Bolsa Família.

O escândalo fez com que Bethlem desistisse da candidatura antes do horário eleitoral. Mesmo assim, ele deixou um prejuízo que as altas quantias arrecadadas não foram suficientes para cobrir. Quando a crise eclodiu, ele já tinha um débito de R$ 615 mil — o dobro do valor reunido pela campanha.

Sobre a saúde pública

Mesmo reconhecendo que ainda falta muito investimentos, o peemedebista declarou que vai investir em todas as políticas públicas em seu possível novo mandato. "A gente investiu muito na saúde, mas está longe do ideal. Eu também não estou satisfeito, a gente tem que investir muito mais".

Pezão ainda falou que vai priorizar a área da saúde em parceria com o Governo Federal. "A gente tem que avançar mais na parceria (com o Governo Federal). A presidenta (Dilma Rousseff) também criticou muito a direção dos hospitais. Eu vou investir em todas as políticas públicas, mas a política que eu vou olhar com mais carinho é a saúde".

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