Pezão e Crivella chegam a debate prontos para 'confronto'

Peemedebista diz ter direito de cobrar alianças do candidato do PRB por ter sido atacado pelos quadro adversários no primeiro turno

Por O Dia

Rio - Candidatos ao Palácio Guanabara, Marcelo Crivella (PRB) e Luiz Fernando Pezão (PMDB) participam na manhã desta terça-feira de debate na rádio CBN. Ao chegar à radio, na Glória, Zona Sul do Rio, os postulantes já mostraram as "garras".

O primeiro foi Crivella, que acompanhado de assessor de imprensa e equipe de campanha disse esperar "baixarias" do adversário. O candidato à reeleição ao governo, Pezão chegou junto de assessores, carro de som e bandeiras. O governador afirmou que no primeiro turno teve a oportunidade de apresentar propostas e que, agora, reforçará a ligação de Crivella com a igreja Universal:"vamos discutir também o apoio do bispo Crivella", alfinetou Pezão, que desde o primeiro debate na televisão, na Band, semana passada, vem continuamente chamando o oponente de bispo.

Pezão começa a rodada de perguntas e, sem perder tempo, questiona o oponente sobres supostas empresas do candidato nas Ilhas Caimã. Crivella rebate dizendo que processo foi arquivado há 15 anos e se posiciona: "Você sabe que eu sou ficha limpa". Continunado, o candidato do PRB toca no em corrupção e cita a "farra dos guarnapos": "Um dos mais assanhados lá em Paris era o secretário de saúde, enquanto o povo aqui sofria", afirmou Crivella.

Pezão se posiciona; "Eu sou Ficha Limpa que nem você. Se não, não poderia ser candidato". Em tom de revanchismo, o peemedebista considera ter apanhado dos quatro e destaca: "Agora somos só nós dois".

Já na segunda rodada de perguntas, Crivella promete redução de IPVA para 2% e que renúncia de receita seja feita pelo estado, e não haja ônus das prefeituras. Também sobre isenções fiscais, Pezão diz que mudanças estão sendo feitas desde 2007 para melhorar a vida do contribuinte. Governador segue pregando necessidade de melhoras e que "há muito a ser feito".

Em resposta a pergunta de ouvinte, Crivella diz que, se eleito, ao fim dos quatro anos de mandato levaria parente para ser tratado em hospital estadual e poria filho para estudar em colégio também do estado:"No governo atual, não. No meu sim". Alfinetadas seguem: "Não farei como Cabral fazia ao chamar médicos e professores de vagabundos".

Também sobre a mesma pergunta, Pezão ressalta ganhos em Piraí, município do qual foi prefeito. Candidato do PMDB cita visita de Lula ao município e diz que ex-presidente se emocionou com avanços na saúde. Em resposta, Crivella diz que Garotinho foi responsável por uma uma série de incentivos em Piraí e considera Pezão ingrato por disparar ataques contra o deputado federal do PR.

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