Dilma Rousseff e seus dois candidatos

Presidenta esteve no Rio e fez carreata, de manhã cedo, com Marcelo Crivella e, mais tarde, com Pezão

Por O Dia

Rio - Em busca de votos, a presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff fez campanha nesta segunda ao lado dos dois candidatos que disputam o segundo turno para o Palácio Guanabara. Primeiro, fez carreata com o senador Marcelo Crivella (PRB) em Nova Iguaçu.

Menos de duas horas depois, a presidenta passeou de carro com governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) pela ruas de Bangu. Ela não pediu, no entanto, voto para nenhum dos dois. Pezão e Crivella são da base aliada da presidenta, contaram com seu apoio no primeiro turno e mantêm bom relacionamento com ela.
Ao lado de Crivella, Dilma focou seu discurso nas críticas à gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), afirmando que a eleição do tucano Aécio Neves representaria retrocesso.

Com o sol a pino, Dilma passeou em carro aberto com o governador Pezão e o prefeito Eduardo Paes por ruas de Bangu e de Padre MiguelCarlos Moraes / André Luiz Mello / AG. O DIA

“A eleição vai colocar de um lado aqueles que defendem os empregos e os salários e, do outro, aqueles que desempregaram, que reduziram os salários e que se ajoelharam diante do Fundo Monetário Internacional. Aqueles que quebraram o Brasil três vezes”, discursou Dilma.

Derrotados no primeiro turno, Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT), que aderiram à campanha do candidato do PRB, participaram da carreata em Nova Iguaçu, o quarto maior colégio eleitoral do estado. O prefeito da cidade é Nelson Bornier, um dos peemedebistas que encabeçam o movimento ‘Aezão’, que pede votos para Aécio e Pezão.

“Vamos defender o futuro deste país. Nós vamos dizer um ‘não’ ao retrocesso e à perda de direitos. Nós não somos aqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros”, disse a petista, em discurso de quatro minutos.

Acompanhada de Garotinho, Lindberg e Crivella, Dilma fez carreata, que durou 20 minutos, pelas ruas do bairro de Cabuçu, em Nova IguaçuCarlos Moraes / André Luiz Mello / AG. O DIA

Diferentemente do ato de campanha que fez com Crivella, em Duque de Caxias, no primeiro turno, desta vez a petista optou por não elogiar o candidato. O senador aproveitou para criticar Pezão e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). “Dia 26, vamos bater no peito e dizer: ‘fora Cabral’. Quero pedir isso em meu nome, em nome do Garotinho e do Lindberg Farias. Eu e Dilma pedimos que lembrem, por favor, do Amarildo. Lembrem que na Baixada não tem água e não tem educação. Lembrem da falta de segurança e dos hospitais daqui”, pediu ele, em rápido discurso de cinco minutos.

Carreata sob sob forte

O sol e o forte calor não impediram a presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) de fazer carreatas pelas ruas de Bangu e de Padre Miguel, na Zona Oeste, justo no horário mais quente, ao meio-dia. Mais cedo, ela fizera carreata por Cabuçu, um bairro de Nova Iguaçu. A campanha da petista dá atenção à Zona Oeste carioca porque lá a candidata do PSB, Marina Silva, que ficou em terceiro no primeiro turno, recebeu 34% dos votos, contra os 31% de Dilma.

Cerca de mil pessoas seguiram a presidenta, que saiu em carro aberto acompanhada pelo governador do Rio e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e da ala peemedebista que não aderiu ao Aezão. Entre eles, o prefeito Eduardo Paes e seus homens de confiança: o deputado estadual Carlos Osório, o deputado federal Pedro Paulo, o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe, e o líder do PMDB na Câmara, Luiz Antonio Guaraná (PMDB). Além deles, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo.

Dilma Rousseff e Pezão não discursaram nem deram entrevistas. A tropa de Eduardo Paes era a mais animada na visita: Pedro Paulo e Osório, ex-secretários municipais, cantaram o jingle de Dilma. Em cima do carro, Paulo Mello ensaiou passos do xote ‘Coração Valente’. Da ala petista, Dilma contou com o vice-prefeito do Rio, Adilson Pires, e o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado estadual, Carlos Minc. A visita da presidenta durou cerca de uma hora. De lá, ela seguiu para São Paulo.

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