Por felipe.martins

Rio - Além do Rio de Janeiro, 12 estados, mais o Distrito Federal, decidem hoje quem será o governador dos próximos quatro anos. A julgar pelas pesquisas divulgadas ontem pelo Ibope, o PMDB sairá do pleito consolidado como principal força regional, e deve eleger oito governadores, três a mais do que em 2010, e à frente de PT e PSDB. O número de estados que já definiram seus governo primeiro turno caiu nestas eleições: foram 13, contra 18 há quatro anos.

Dono da segunda maior bancada de deputados do Congresso e do maior número de senadores, o PMDB disputa o segundo turno em oito estados, e lidera as pesquisas em quatro: além do Rio, onde Luiz Fernando Pezão aparece com 12 pontos percentuais de vantagem de acordo com o Ibope. Os candidatos da legenda estão à frente no Amazonas, Rio Grande do Sul e em Rondônia. A situação mais curiosa é no Pará, onde Helder Barbalho aparece numericamente empatado com Simão Jatene, do PSDB: ambos tem 50% das intenções de voto.

No primeiro turno, quatro governadores peemedebistas foram eleitos (Alagoas, Espírito Santo, Sergipe e Tocantins). A maior derrota deverá ocorrer no Rio Grande do Norte, onde o atual presidente da Câmara Henrique Alves aparece oito pontos percentuais atrás de Robinson Faria (PSD).
Com três governadores garantidos (Piauí, Minas Gerais e Bahia), o PT deverá fazer mais dois: Tião Viana, no Acre, e Camilo Santana, no Ceará. Candidato à reeleição, Tarso Genro está 18 pontos percentuais atrás de José Ivo Sartori no Rio Grande do Sul: 59% para o candidato do PMDB, contra 41% do petista, de acordo com o Ibope. No Mato Grosso do Sul, o petista Delcídio do Amaral aparece em empate técnico com Reinaldo Azambuja, do PSDB.

Depois de ter assegurado mais quatro anos de mandato em São Paulo, com Geraldo Alckmin reeleito em primeiro turno, além de Beto Richa, no Paraná, o PSDB tem quase garantida a reeleição de Marconi Perillo, em Goiás. A distância dele para o segundo colocado Iris Rezende (PMDB) é de 20 pontos percentuais: 60% a 40% em favor do tucano.

O PSB é o partido que deve sair mais enfraquecido das eleições estaduais. A legenda entrou com cinco governadores, e deve sair com três. Depois da virada histórica de Paulo Câmara em Pernambuco, os candidatos socialistas aparecem na frente em dois estados, de acordo com dados de ontem do Ibope. No Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg tem 10 pontos percentuais de vantagem sobre Jofran Frejat (PR). Na Paraíba, Ricardo Coutinho tem ligeira vantagem numérica, mas empata na margem de erro com Cássio Cunha Lima, do PSDB.

O Pros pode fazer seu primeiro governador no Amazonas, onde José Melo está numericamente empatado com Eduardo Braga, do PMDB: ambos com 50% das intenções de voto. O PP deve fazer seu único governador em Roraima, onde Suely Campos despontou com 56%, segundo o Ibope de ontem, contra 44% de Chico Rodrigues (PSB).

Para o cientista político Fernando Lattman-Weltman (Uerj), o predomínio do PMDB não é “grande novidade”, e consolida o partido como “ator decisivo no próximo governo”. Segundo o professor, as perspectivas para a política brasileira “não são animadoras”, e a legenda será uma espécie de fiel da balança. Se Dilma Rousseff (PT) vencer, será necessário que o partido reorganize a aliança com o PMDB.

No caso de Aécio Neves (PSDB) sair vencedor, “será praticamente impossível” que o governo tucano governe sem os peemedebistas. “A luta política será muito pesada nos próximos quatro anos, e o PMDB, forte, poderá exigir compensações” afirmou.


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