Por thiago.antunes

Rio - Nova primeira-dama do estado, Maria Lucia Cautiero Horta Jardim não será uma mera figura decorativa no governo Pezão e, entusiasmada com a vitória do marido, diz que não assistirá seu mandato de braços cruzados. “Apaixonada” pela política, como ela mesma diz, Maria Lúcia já traçou a sua função que, de tão estratégica, faz parecer que ela também compõe o governo, como uma secretária.

A esposa de Pezão na sua casa%3A nada de aceitar papel secundário José Pedro Monteiro / Agência O Dia

Além do apoio a ações sociais, usuais de primeira-dama, Biluca, como é chamada pelo seu marido, quer fazer um papel de articulação entre as secretarias do estado. O cargo, inventado pela primeira-dama, que critica a pouca participação das mulheres na política, ainda não existe no papel, mas pode marcar a sua importância na gestão do Rio.

“A primeira-dama tem um papel fundamental no governo, ela consegue transitar pelas secretarias e conversar com os secretários para a implementação de políticas públicas. Na realidade, todo o governo é um projeto social”, opina, com a segurança de quem exerceu 33 anos de trabalho na vida pública, inclusive como secretária de fazenda de Piraí por sete governos. “Tive uma vida construída no serviço público. Tenho paixão pela coisa pública. Vivi isso. Sempre fui de uma área muito técnica”, afirma Biluca, que confessa que teve vergonha de pedir votos para o marido nas ruas.

Apesar de sua paixão pela política e do seu porte elegante, que mistura com a simplicidade ao buscar ela mesma água na cozinha para os repórteres, Maria Lúcia afirma que não quer se candidatar e nenhuma secretária de governo. Mesmo assim, aponta que a saúde e a educação no estado ainda precisam melhorar.

Um dos pontos que a primeira-dama observa é em relação a situação das mulheres que fazem abortos em clínicas clandestinas no estado. “Deve ser feito um trabalho de planejamento familiar. A gente tem que pensar ponto a ponto e a saúde tem que estar discutindo isso. Sou a favor da vida, mas isso pode ser uma dificuldade para o ser humano. Como saúde pública, isso tem que ser olhado”, argumenta.

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