Por thiago.antunes

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) terá que se esforçar mais que seu antecessor e correligionário Sérgio Cabral para dialogar com os deputados estaduais. Na gestão de Cabral, o governo tinha uma oposição de 11 deputados, enquanto Pezão terá 26. Mas a favor do governador reeleito, o barulho da oposição pode ser menor com a saída da filha do ex-governador Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho (PR), eleita para a Câmara dos Deputados.

No PT, que lançou a candidatura Lindberg Farias na disputa ao Palácio Guanabara, dos seis deputados eleitos, cinco são da base de apoio a Pezão. Apenas Zeidan, esposa do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, deve fazer real oposição na bancada petista. Quaquá é presidente regional da legenda e apoiou a candidatura de Lindberg ao governo do estado. Quaquá já manifestou a ideia de criar um bloco unindo os seis partidos de oposição: PR, PT, Psol, PRB, PSB e PC do B.

Após fracasso de Aécio Neves, Picciani tenta presidência da AlerjJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

O PR, com sete deputados, e o Psol, com cinco, são legendas que incomodarão Pezão. Mais votado para a Alerj, Marcelo Freixo (Psol) acredita que a oposição ao PMDB será mais qualificada. “Ainda está indefinido como vai ser a Alerj, mas acredito que a oposição será mais qualificada. Vai depender de como o PT vai se posicionar e de como será a luta interna do PMDB”, disse, referindo-se à disputa entre os peemedebistas Paulo Mello e Jorge Picciani para a presidência da Alerj.

“Não haverá dificuldade para o Pezão governar. Ele começou a vida política no Legislativo e sabe dialogar com todo mundo”, aposta Picciani. O deputado apoiou Aécio Neves (PSDB), derrotado no pleito presidencial, e agora tentará garantir a indicação do partido para a presidência da Casa, atualmente comandada por Melo, que apoiou Dima Rousseff.

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