Por bianca.lobianco

Rio - A reeleição da presidenta Dilma Rousseff trará reformas no primeiro escalão do governo. A primeira saída, anunciada ainda na campanha, foi a do ministro da Fazenda Guido Mantega. A presidenta nega que seja pelos resultados da economia, e afirma que o pedido partiu dele mesmo, que teria alegado motivos pessoais.

O governador do estado da Bahia Jaques Wagner (PT), que saiu fortalecido da disputa nas urnas, por reeleger seu sucessor, chegou a ser cogitado como novo ‘dono’ da pasta. No entanto, ele já disse ser impossível, porque não teria competência técnica para o ministério. De qualquer forma, é esperado que ele ocupe, sim, algum cargo importante na nova gestão de Dilma. “Não posso escolher nenhum ministério. Se ela me convocar, estarei à disposição”, disse ele, na semana passada, no intervalo do debate da TV Globo.

Já o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que chegou a se licenciar do cargo para se dedicar à busca de votos para a petista, deve permanecer no governo, mas ainda não se sabe se continua na mesma pasta. Mercadante deve ser o braço direito da presidenta para escolher os nomes que vão compor a equipe a partir de 2015.

O ex-ministro da Cultura Juca Ferreira, que coordenou o programa de governo nesta área, está cotado para voltar assumir o ministério no lugar de Marta Suplicy . A favor dele, existe uma ‘simpatia’ da classe artística. Um episódio que demonstra seu favoritismo ocorreu no mês passado. Juca foi ‘saudado’ como ministro em um ato promovido por intelectuais e artistas em apoio à Dilma. No mesmo evento, estava Suplicy, que passou por uma saia-justa.

Quem pode voltar ao time é o ex-ministro da Justiça, do governo Lula, Tarso Genro. Derrotado pelo candidato do PMDB, José Ivo Sartori, ao governo do Rio Grande do Sul, Genro ainda tem prestígio junto a uma parte da cúpula do PT.

Objetivo é resgatar credibilidade junto a investidores

Indicar o mais rápido possível o nome do ministro da Fazenda, que comandará as mudanças econômicas necessárias para recuperar a credibilidade do governo junto ao mercado financeiro, é o principal objetivo da presidenta reeleita Dilma Rousseff.

PhD em Direito Internacional, Líer Pires Ferreira aponta três desafios para retomar a credibilidade junto aos investidores: equilíbrio econômico, mantendo a inflação sob controle; reordenamento das contas públicas e a perspectiva do crescimento do país. “Não acredito em mudanças radicais”, diz o professor do Iuperj.

Assim, nas últimas semanas, surgiu com força a figura do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), como capaz de unificar o partido.

Outra indicação política é o do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, sempre lembrado, mas que não é hegemônico nem dentro do PT. Por fora, aparece o empresário Josué Alencar, presidente do Grupo Coteminas e filho do ex-vice presidente José Alencar.

Entre os nomes técnicos ganha força o de Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, que deixou a pasta em 2013, após divergir de Guido Mantega. Outro nome especulado é o de Otaviano Canuto, ex-vice presidente do Banco Mundial. Aparece também o do atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

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