Por bferreira

Rio - Diante da reação contrária do Congresso, a presidenta Dilma Rousseff admitiu ontem abrir mão da realização de plebiscito sobre reforma política e, em seu lugar, fazer um referendo, como defendem os parlamentares. Plebiscito é a consulta feita à população antes da aprovação de uma nova norma. No referendo, a nova legislação é votada e aprovada no Congresso e, só então, a população se posiciona sobre o tema.

Dilma deu uma nova rodada de entrevistas a redes de TV depois de sua reeleição no domingoReuters

“Uma questão tão importante como esta não deve ser resolvida entre quatro paredes. A forma como isso será feito, se através de plebiscito ou referendo, eu não sei. Mas acho muito difícil que não tenha uma consulta popular”, disse Dilma, em entrevista à TV Band e ao SBT.

A presidenta afirmou ainda ainda que vai apoiar a criação da lei que criminaliza a homofobia, considerada por ela “uma barbárie” e reiterou ser a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas ponderou em relação ao casamento religioso.“Acho que isso tem que ser decidido por cada religião, não pelo governo”, disse a presidenta.

Dilma Rousseff voltou a afirmar ontem que vai levar até o fim das investigações na Petrobras. Ela reconheceu que tem obrigação de dar esta resposta à sociedade.“Não vai ficar pedra sobre pedra, doa a quem doer. Esta presidenta não fala de corrupção em apenas em ano eleitoral e faço questão de divulgar todos os aspectos da delação premiada. Temos uma oportunidade única de acabar com a impunidade neste país. Não vamos deixar esse processo acabar em pizza”, prometeu.

Questionada sobre a falta d’água em São Paulo, onde sofreu sua principal derrota nas urnas, Dilma alfinetou o governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB), que em fevereiro abriu mão da ajuda federal para tentar minimizar o problema hídrico.

“Nos colocamos à disposição do governador. Uma série de investimentos que deveriam ter sido feitos, não foram. Podemos ajudar São Paulo no que São Paulo precisar, mas eles têm que tomar a iniciativa”, disse a presidenta. Ela lembrou que o Nordeste passou pela pior seca dos últimos 70 anos, mas o governo construiu cisternas.

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