Por thiago.antunes

Rio - Partidos menores da base aliada da presidenta Dilma Rousseff (PT) podem se fundir num único partido e servir de alternativa ao PMDB na presidência da Câmara. Lideranças do PROS e do PDT iniciaram conversar sobre a possibilidade da criação de um novo partido e tentam levar seduzir o PCdoB.

Juntos, os três partidos teriam imediatamente 40 deputados e se tornariam a quarta maior bancada da Câmara, atrás de PT (70), PMDB (66) e PSDB (54). O DIA apurou que o PT estimula, nos bastidores, a movimentação, pois atrairia, na perspectiva de interlocutores do partido, deputados de esquerda "órfãos" de legenda. O PSB, que, no segundo turno, anunciou apoio a Aécio Neves (PSDB), seria um dos principais alvos.

Lupi e irmãos Gomes podem fundir PDT e PROSReprodução Internet

A novo grupo reuniria integrantes mais fieis à presidenta na Câmara. "O objetivo é fortalecer o governo Dilma, para afirmar e avançar as conquistas sociais e garantir a ela segurança para a inflexão do governo à esquerda", explicou à reportagem o presidente do PDT, Carlos Lupi.

Para ele o realidade tem demonstrado que a presidenta precisa "da esquerda cada vez mais unida." Em Brasília para um encontro com Dilma, o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), que é cotado a um dos ministérios a partir de 2015, confirmou a conversa entre as lideranças partidárias.

"A criação desse partido ajuda na governabilidade e reduz aí o espaço da pressão que muitas vezes beira à chantagem", disse Cid, ao sair da reunião com a presidenta. "Eu penso que há pessoas insatisfeitas neste arco de esquerda, acho que há gente insatisfeita no PSB. Até no Psol." A deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB, não acredita que o seu partido se funda ao PROS e ao PDT, mas disse ver como positiva a criação do outro partido de esquerda.

"Com tudo o que aconteceu na campanha e a eleição de um Congresso mais conservador, que criará dificuldades para os avanços, é preciso que os movimentos sociais se mobilizem para construção de sustentação ao governo Dilma", disse. Outra possibilidade do grupo é formar um bloco partidário, que, na Câmara, podem agir como único partido.

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