Por thiago.antunes

Rio - Dos dez deputados mais bem votados para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dois peemedebistas — Fábio Silva e Paulo Melo — foram os campeões de gastos de campanha, com despesas superiores a R$ 3 milhões. Já os deputados Jorge Picciani, também do PMDB; Cidinha Campos, do PDT; e Nivaldo Mulim, do PR, desembolsaram um pouco menos em suas campanhas, mas superaram a casa do R$ 1 milhão.

Filho do ex-deputado Francisco Silva, dono da rádio Melodia, Fábio Silva ficou em sétimo lugar no ranking de entrada da Alerj, mas teve a campanha mais cara: ele arrecadou R$ 3,5 milhões e gastou R$ 3,3 milhões. A empreiteira OAS e a Mineração Corumbaense Reunidas S.A. estão entre seus doadores.

Atual presidente da Alerj, Paulo Melo arrecadou R$ 3,4 milhões, que cobriram suas despesas de campanha. Já o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, arrecadou R$ 1,7 milhão. Parte desses recursos veio de empreiteiras. Cidinha Campos arrecadou R$ 1,4 milhão, e também teve empreiteiras entre seus doadores.

Apoiado pelo ex-governador e deputado Anthony Garotinho (PR), Nivaldo Mulim gastou R$ 1,1 milhão na campanha. Na contramão dos gastos milionários, o deputado Marcelo Freixo (Psol), que recebeu mais de 350 mil votos, teve a campanha mais barata entre os dez primeiros colocados. Campeão da votos para Alerj, Freixo gastou R$ 211 mil — ele arrecadou R$ 214 mil. Já Wagner Montes (PSD), segundo mais votado para Assembleia, desembolsou de R$ 464 mil. Flávio Bolsonaro (PP) também teve gastos módicos de campanha, com despesa de R$ 215,7 mil.

Reportagem de Eugênia Lopes

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