PR quer 1ª secretaria da Alerj

Partido de Garotinho negocia aliança com adversário PMDB em troca de cargo importante

Por O Dia

Rio - Adversários do PMDB do governador Luiz Fernando Pezão, o PR de Anthony Garotinho, e o PRB de Marcelo Crivella estão dispostos a se unir ao partido do governador e compor chapa na disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Paulo Melo, atual presidente da Casa, e o deputado eleito Jorge Picciani, ambos do PMDB, disputam a cadeira de presidente do Legislativo estadual.

O desejo dos partidos é ocupar a primeira-secretaria da Alerj. Quem oferecer o cargo, leva o apoio de um terço dos 36 votos necessários para se eleger. O ‘pacotão’ PR-PRB conta com 12 deputados — 11 do bloco recém-criado, mais o deputado Benedito Alves (PMDB), que é ligado à Igreja Universal.  Ao DIA, a deputada do PR Clarissa Garotinho admitiu que “o partido vai apoiar quem oferecer os melhores espaços estratégicos para se fazer oposição”, mas isentou o pai e o senador Marcelo Crivella de responsabilidade sobre decisões da bancada.

Os concorrentes Paulo Melo (à dir.)%2C que tenta a reeleição da Presidência da Alerj%2C ofereceu o cargo%3B Jorge Picciani se comprometeu com PSDDivulgação

Garotinho, no entanto, é presidente regional do PR no Rio; e Crivella, o principal nome do PRB no estado. Segundo a deputada, o desejo inicial era compor chapa de oposição ao PMDB. Para isso, precisava do PT e do Psol, que recusou a aliança. “O fato é que não haverá adesão ao PMDB”, disse ela, segundo quem o objetivo é “apenas” fortalecer o PR dentro da Alerj, para ”exercer melhor a oposição".

O DIA apurou que Paulo Melo procurou interlocutores do novo bloco para oferecer a primeira-secretaria, conforme é reivindicado. Lideranças do PR e PRB, no entanto, não se comprometeram ainda com nenhuma das duas candidaturas. Afirmam que antes precisam se reunir. “Deixa que os dois se acertem, depois vemos a quem daremos nosso endosso”, afirmou o deputado eleito Geraldo Pudim (PR). Melo nega.

Já Jorge Picciani prometeu a primeira-secretaria ao deputado Samuel Malafaia (PSD), irmão do pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Procurado, disse que não comentaria a articulação do adversário nem o desejo de PR-PRB.

Cargo cobiçado, o primeiro-secretário é quem administra o orçamento a Casa — em 2014 foi de R$ 1,3 bilhão —, além de fazer cumprir as normas regulamentares, entre outras atribuições. Paulo Melo ou Jorge Picciani, qualquer que seja o eleito, o Psol, com seus cinco deputados, deve ficar, segundo interlocutores próximos aos dois candidatos, com a Comissão de Direitos Humanos, que ocupa há duas Legislaturas. O acordo seria não endossar nenhuma chapa. Procurado, o deputado Marcelo Freixo não foi encontrado para comentar.

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