Por fabio.klotz

Rio - Um dos jogadores mais experientes da seleção brasileira, o goleiro Julio Cesar estava curtindo o momento da apresentação. Parou, falou com jornalistas, brincou. Estava em casa. Fora dos planos de Mano Menezes, o goleiro ganhou nova vida com a chegada de Luiz Felipe Scolari e revelou uma obsessão: ser campeão do mundo.

“Para mim é motivo de muito orgulho. Após a minha saída da Inter de Milão minha carreira tomou um rumo diferente. Passei por situações delicadas, momentos difíceis, mas foi um momento de adversidade. Nas adversidades que vemos quem somos e a força que temos. Eu nuca desisti. Tenho um sonho e vou lutar por ele até o fim. É ser campeão do mundo. Pode ser no Brasil, em Marte, em Júpiter. Enquanto puder lutar por este sonho vou lutar. Só vou deixar depois de sair a lista definitiva para a Copa do Mundo e meu nome não estiver” ,disse o goleiro

O goleiro do Queens Park Rangers, que foi rebaixado da primeira divisão inglesa, evitou se colocar na frente de Jefferson e Diego Cavalieri.

“Se eu falar que ajuda, que é importante, vou estar puxando sardinha para o meu lado (risos). Mas o fato de ter participado 2006, ter vivido o clima, e ter jogado 2010 e já conhecer ambiente de Copa do Mundo ajuda muito. Mas para mim. Claro que no meu modo de ver, jogar no Brasil é uma coisa completamente diferente por jogar em casa. A pressão é enorme. A gente sabe que o torcedor é exigente ainda mais por ser no Brasil e não termos ganho em 2010. Para mim, psicologicamente ajuda”.

Sobre o medo de vaias por causa da relação de Diego Cavalieri com o Fluminense e Jefferson com o Botafogo, Julio foi político e elogiou os rivais.

“Já passei por situações parecidas quando joguei em São Paulo. Estava vivendo um momento maravilhoso na Inter de Milão e na Seleção também. Mas realmente no Brasil tem essa situação de quando você joga em um estádio a torcida torcer pelo jogador do seu time. Eu entendo e acho que o Diego está fazendo um trabalho maravilhoso no Fluminense e o Jefferson no Botafogo e outros também. Não é demagogia. Hoje, o Brasil tem um leque de goleiros que tem totais condições de estar na seleção brasileira. Fico feliz de estar entre os três. Depois de um ano sem ser convocado, voltar a ter oportunidade, jogando é motivo de muito orgulho”.

Julio Cesar falou sobre as não convocações de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para ele, ficar fora da Copa das Confederações não significa que ambos estão fora do Mundial do ano que vem:

“Ronaldinho e Kaká têm respeito internacional enorme. São jogadores talentosos, importantes por conhecerem o ambiente da seleção brasileira. Eles não foram convocados agora, isso não quer dizer que não podem ser convocados futuramente. Acho que foram 23 jogadores escolhidos. É importante que os 23 façam um bom trabalho para mostrar que podem voltar. Não tem nada definitivo ainda”, opinou o goleiro, que não quis falar sobre o seu futuro:

“Tem alguns times que estamos conversando, mas nada definido. Quero focar na Copa das Cofederações. Deixei outras pessoas responsáveis para fazer isso por mim. Chego pensando em uma boa participação e se puder jogar e fazer uma boa Copa das Confederações”.

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