Final resgata a atmosfera do Maracanã

Maior do Mundo é exaltado por jogadores brasileiros

Por O Dia

Rio - Foram 90 minutos mágicos, domingo, na final da Copa das Confederações. Afinal, a seleção brasileira voltou a ser seleção brasileira diante da Espanha, campeã mundial e considerada a melhor equipe da atualidade, e o Maracanã, templo do futebol nacional, voltou a ser Maracanã. Com a força de um gigante que ficou adormecido durante três anos de obra, o ‘Maior do Mundo’ explodiu, mostrou que sua mística está inabalada e mais uma vez fez a diferença.

Festa brasileira no MaracanãUanderson Fernandes / Agência O Dia

A trágica derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950 sempre vai perseguir o estádio. Mas, com a presença de quase 75 mil pessoas, o maior palco do futebol brasileiro fez seu papel na decisão contra a Fúria. Tornou-se um verdadeiro caldeirão, diferente de todos os outros jogos da Seleção na competição.

O tradicional Hino Nacional cantado a plenos pulmões à capela esteve presente e abriu os trabalhos da arquibancada. Para o time da casa, festa. Para o visitante, muitas vaias. No Maracanã, a torcida saiu da mesmice de cantar apenas ‘Sou brasileiro, com muito orgulho e com muito amor’ e inovou com provocações, como o funk ‘Quer jogar? Quer jogar? O Brasil vai te ensinar’ e com o grito que embalou Neymar e Cia ao título: ‘O campeão voltou’

O ‘Maior do Mundo’, como a própria imprensa internacional denominou, foi um verdadeiro inferno para a seleção da Espanha, xingada e chamada de ‘timinho’ diversas vezes, e principal combustível para o time brasileiro.

“Essa atmosfera é diferenciada. Não existe em nenhum outro lugar do mundo. Por isso o Maracanã é diferente. Só temos que agradecer aos torcedores por tanto apoio”, disse o goleiro Júlio Cesar, acostumado a atuar no estádio quando defendeu o Flamengo.</CW>

“O Maracanã mudou muito após as obras, mas a alma dele está viva . Esse estádio viveu muita história e escrevemos mais um capítulo nesta decisão”, completou Fred.

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