Ele ataca! Aos 21 anos, Lucarelli é um dos destaques da Seleção de vôlei

Se fosse jogador de futebol, atleta acredita que seria um volante. Mas virou a sensação do Brasil com seu ataque potente e enfrenta os EUA neste sábado

Por O Dia

Rio - Se fosse jogador de futebol, esporte que praticou durante muitos anos na infância, Lucarelli acredita que seria volante, desempenhando o papel de marcação. Mas o vôlei entrou no caminho desse mineiro de Contagem e o transformou em um atleta que tem como ponte forte o ataque. Na última Superliga, marcou 462 pontos pelo Minas e, agora, na Liga Mundial, já fez 109 com a camisa 8 da Seleção.

Lucarelli é um dos destaques da seleção brasileiraCarlos Moraes / Agência O Dia

Aos 21 anos, o ponteiro se transformou na sensação da equipe de Bernardinho e neste sábado, às 10h, encara os Estados Unidos, no Maracanãzinho, pela última etapa da fase de classificação da Liga Mundial. Amanhã, as duas equipes voltam a se enfrentar, no mesmo local.

“Eu fico bem feliz, mas ainda acho meio estranho essa coisa de estar dando entrevista e de a galera ficar pedindo para ir lá (junto à arquibancada, distribuir autógrafos para as fãs). Mas é muito gostoso receber o carinho, dá mais vontade de continuar jogando e evoluindo”, afirmou Lucarelli, ainda tentando se acostumar ao status de xodó na Seleção.

Antes de o vôlei entrar na sua vida, já na adolescência, Lucarelli experimentou outros esportes, além do futebol. “Fiz basquete durante uns três meses porque eu conciliava com a natação e ficou um pouco pesado. Fiquei só na natação, durante um ano e meio. Fiz handebol durante uns três anos”, recordou.

Mas o futebol tomou mais o seu tempo. “Joguei uns seis anos, de goleiro, de zagueiro, de centroavante... Eu pensava que só iria jogar futebol, não pensava que iria fazer outros esportes, mas aconteceu. Futebol era um esporte que eu gostaria de ter me profissionalizado quando era mais novo”, contou o mineiro, revelando em qual posição se imaginava atuando se tivesse seguido nos campos: “Provavelmente eu seria volante. Sempre gostei muito de marcar, mas também gostava de atacar. A única posição que eu conseguiria jogar seria a de volante”.

Mas, aos 13 anos, Lucarelli descobriu o vôlei e os gramados não tiveram vez na sua vida. Atleticano, ele hoje acompanha o futebol pela tevê, como torcedor. Na quarta-feira, no hotel onde a Seleção está concentrada, no Rio, ele viveu momentos de tensão torcendo pelo Galo na semifinal da Libertadores, diante do Newell’s Old Boys. A vaga foi decidida nos pênaltis. “Estava morrendo vendo o jogo”, brincou.

Lucarelli vai enfrentar os EUA neste sábadoCarlos Moraes / Agência O Dia

Após a tristeza em Londres, o trabalho pelo ouro no Rio
Lucarelli não estava entre os 12 inscritos nos Jogos de Londres, ano passado, mas ganhou a chance de acompanhar a Seleção na Olimpíada, já sentindo o clima que poderá viver em 2016, no Rio. A final na capital inglesa, no entanto, com a derrota de virada do Brasil para a Rússia, foi um dos momentos mais duros do esporte para o jovem ponteiro.

“Quando acabou a Olimpíada, foi uma das cenas mais tristes. Eu que, não estava entre os 12 e fiquei na arquibancada, já contava com essa vitória. Acabamos perdendo e, depois, eu senti a tristeza de todos e não pude ajudar. Foi bem triste. Deu mais vontade ainda de participar e ganhar a próxima Olimpíada”, contou o ponteiro.

Apesar de novo, Lucarelli diz que uma de suas qualidades é não se deslumbrar: “Sou um pouco difícil de expressar as minhas emoções e não fico deslumbrado. Isso me ajuda para não ficar muito nervoso. É uma vantagem e tenho que tirar proveito disso”.

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