Luiz Gustavo: a nova voz da seleção brasileira

Volante fala grosso ao vestir a Amarelinha e anular Iniesta e Balotelli na Copa das Confederações

Por O Dia

Rio - A voz é firme como as divididas. Luiz Gustavo não dá mole, nem deixa espaços em campo. Desconhecido dos brasileiros, o volante do Bayern de Munique chegou desacreditado à Copa das Confederações, assim como o time de Felipão. Mas mostrou raça e anulou jogadores importantes como Iniesta e Balotelli, com quem usou a voz de Cid Moreira para dizer que o italiano falava demais.

Volante é a voz forte da SeleçãoAndré Luiz Mello / Agência O Dia

“Isso foi uma brincadeira do David Luiz devido a minha voz. Só isso”, desconversa Luiz Gustavo, que não se abalou com os torcedores que questionavam sua convocação.

“Não fui titular absoluto, mas participei de todos os jogos do Bayern. Cheguei à Seleção muito confiante que estava preparado. Não senti como pressão, mas como um desafio”, revela.

SEM VAGA GARANTIDA

Depois do título da Copa das Confederações, Luiz Gustavo foi para a cidade de Pindamonhangaba, onde descansou. No próximo dia 19 se reapresentará ao Bayern de Munique, onde na última temporada venceu todas as taças da temporada. Mas o início da carreira foi longe do rico Campeonato Alemão. O jogador, que nasceu em São Paulo só foi se destacar em Alagoas.

“Fiz testes na Portuguesa e no Santos, onde fiquei um pouquinho, mas fui dispensado. Joguei a Copa SP de Juniores pelo CRB e de lá fui emprestado para Ipanema, Universal, Coruripe, Corinthians-AL até retornar ao CRB para jogar a Série B do Brasileiro. Aí um treinador do Hoffenheim viu um jogo em que nós perdemos, e acabou gostando do meu jogo. Conversou no CRB e me contratou”, afirma o volante, que não esquece os períodos mais difíceis e sonha com o Mundial.

“Sempre digo que nenhum jogador tem contrato fixo com a seleção brasileira. Tenho que trabalhar forte no meu clube para poder ser novamente convocado. O que foi conquistado fica no passado. Claro que esse grupo que ganhou a Copa das Confederações sai um pouco na frente, mas ninguém está garantido para nada”.

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