Por rafael.arantes

França - O zagueiro Thiago Silva se sentiu "bajulado" com a pretensão do Barcelona em contratá-lo, mas garantiu nesta quarta-feira que não tem "nenhuma razão" para deixar o Paris Saint-Germain (PSG), que aumentou seu salário para 12 milhões de euros por ano em seu contrato, em vigor até 2017.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal esportivo francês "L'Equipe", classificou como "especulações" as informações das últimas semanas sobre as intenções do Barcelona em contratá-lo, e afirmou que se sentiu "bajulado", pois isso significa que vem fazendo um bom trabalho no Paris Saint-Germain. Thiago disse que está "feliz" no PSG, e a equipe da capital francesa também está satisfeita com ele, "portanto, não há nenhuma razão para abandonar o barco".

Thiago Silva é um dos ídolos do PSGAndré Mourão / Agência O Dia

Após manifestar seu carinho pelo presidente do clube, o catariano Nasser al Khelaïfi, a quem considera "um amigo", acrescentou que acredita "cada vez mais" em seu projeto no PSG. O zagueiro reconheceu que ficou um pouco "decepcionado" com a saída do treinador Carlo Ancelotti, que foi para o Real Madrid, pois seu futebol evoluiu muito quando trabalhou sob o comando do italiano no Milan e porque o conhecia bem, mas se mostrou confiante em seu substituto, Laurent Blanc.

"Blanc foi um grande defensor e, por isso, vai ser mais exigente com a gente, os defensores", comentou.

Também disse esperar que Zlatan Ibrahimovic permaneça no clube. Perguntado se o Paris Saint-Germain tem condições de ganhar a Liga dos Campeões, Thiago disse que o clube já estava preparado para tal feito na última temporada: "Estivemos perto de eliminar o Barça" nas quartas de final.

"Vamos fazer uma grande temporada e acho que sim, podemos ganhar a Liga dos Campeões", afirmou. Thiago Silva se mostrou muito satisfeito com a seleção brasileira, que ganhou a Copa das Confederações vencendo a Espanha na final e que, por isso, os torcedores recuperaram a confiança. "Alguns faltaram com respeito com a seleção nestes últimos tempos. Tínhamos que mudar isso. Voltamos ao nosso nível", finalizou.

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