Os novatos da Superliga

Aos 17 anos, Rodriguinho e Drussyla são as apostas no vôlei de RJX e Unilever e têm o talento lapidado

Por O Dia

Rio - Na mesma quadra, ao lado deles, estão nomes consagrados como os campeões olímpicos Rodrigão e Fofão. Mas, entre os veteranos, essas duas caras novas chamam a atenção nos atuais campeões da Superliga.

Drussyla é uma das apostas da UnileverDivulgação

Aos 17 anos e formados nas divisões de base do Fluminense, os pontas Rodriguinho e Drussyla são as apostas de RJX e Unilever, respectivamente, e começam a ter o talento lapidado nas equipes cariocas. Paraibana de João Pessoa, Drussyla, de 1,86m, tem o privilégio de trabalhar com Bernardinho enquanto o carioca Rodriguinho, de 1,96m, está sob os cuidados de Marcelo Fronckowiak, técnico que levou o RJX ao título nacional e tem passagem pelo vôlei francês.

“Desde pequeno, quando comecei no vôlei, já gostei do esporte. O pessoal até ria de mim porque eu falava que queria ser jogador de vôlei e diziam que eu tinha que estudar. Claro que tem que estudar, mas eu falei que seria jogador. Agora, treinando, o pessoal acredita mais em mim (risos)”, conta Rodriguinho, bem-humorado.

O ponteiro começou nas quadras no Fluminense: “Meu pai sempre gostou de vôlei e jogava na praia, mas nunca profissionalmente. Meu irmão mais velho começou a jogar e me incentivou a treinar também, ao oito anos. Comecei catando bola, até que passei a treinar mesmo.”

Rodriguinho concilia o esporte com os estudos do 2º ano do Ensino Médio num colégio na Tijuca, onde mora. “O pessoal do time treina em dois períodos. Mas eu estudo das 7h às 13h10. Depois, almoço, descanso um pouco e venho treinar à tarde, até as 19h. Em semana de prova, ainda tenho que arrumar um tempinho para estudar depois do treino”, explica o ponteiro.

Com apenas 17 anos, Rodriguinho é motivo de orgulho para os pais, Paulo e Luciana. “O meu pai, que é taxista, vê em mim o que ele queria ser e fica muito orgulhoso. E minha mãe, quando eu viajo, fica preocupada e liga, quer saber se está tudo bem”, conta.

Já na Unilever, Drussyla tem a torcida especial dos pais, o carteiro Diógenes e a professora Maria Cristina. “Eles não imaginavam que isso iria acontecer comigo”, admite a jovem ponteira, festejando a chance dada pelo técnico Bernardinho: “Eu também não esperava estar aqui já nessa idade. Sou muito nova e tenho muito o que aprender. É uma oportunidade única e tenho que aproveitar.”

Drussyla, que já jogou na praia, também se formou na base do Tricolor. Fora das quadras, ela planeja seguir com os estudos, dando continuidade ao 9º ano do Ensino Fundamental: “A vida de atleta é curta e é importante estudar.”

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