Por pedro.logato

Áustria - Brasileiro com mais gols na Europa em 2013, Alan chegou a pensar que não voltaria a jogar após duas cirurgias no joelho direito que o deixaram inativo por um ano e meio. Antes de alcançar 20 gols em 23 jogos no ano pelo Red Bull Salzburgo, da Áustria, o ex-atacante do Fluminense viveu dura rotina de recuperação em três países, tudo bancado pelo clube. A atenção recebida pelos frios austríacos o surpreendeu, assim como o desempenho no campo.

Alan vive grande momento na ÁustriaReuters

“Eu estava com a cabeça ruim, queria ir embora e eles me disseram que iam esperar por mim. Achei que nem ia voltar a jogar. Não dava para imaginar esse desempenho atual”, admite Alan.

A preocupação era compreensível. Depois de deixar o Fluminense em 2010, Alan sofreu muito com o frio e a diferença cultural. Quando, enfim, adaptou-se, teve grave lesão no joelho direito em agosto de 2011. E o Red Bull pagou alto pela recuperação.

Primeiro, Alan ficou numa clínica na Áustria, mas teve que fazer nova cirurgia. Depois, foi para a Alemanha, onde pilotos da Fórmula-1 são tratados. Os Estados Unidos viraram a última opção. O tratamento caro — chegou a encontrar atletas da NBA no local — fez o jogador prometer que iria se esforçar e só assim os dirigentes o mandaram. Ficou dois meses e se recuperou:

“Os austríacos são mais frios, mas eles gostam muito de mim. O carinho que eles tiveram me comoveu.”

Recuperado, Alan atuou pouco no início e achou que havia boicote. Estava apenas sendo poupado e então a chance surgiu. O titular Jonatan Soriano não pôde fazer dois jogos e o brasileiro o substituiu, marcando cinco gols. Não saiu mais do time, que mudou o esquema para ter dois atacantes.

“Quero mostrar que o investimento em mim não foi à toa. Tenho muito mais para dar”, disse, após renovar até 2018.

Em nova fase, Alan está tão em casa na Áustria que até o cozinheiro já fez um agrado para ele e o outro brasileiro (André):

“Eles gostam tanto da gente que já teve feijoada para o elenco. Na primeira vez, os jogadores disseram que não iriam comer. Quando provaram, gostaram e pediram para fazer de novo.”

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